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domingo, 28 de julho de 2019

GONÇALVES DIAS

Gonçalves Dias foi um poeta e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da geração romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É patrono da cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras.

Gonçalves Dias nasceu nos arredores de Caxias, no Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Filho de um comerciante português e uma mestiça iniciou seus estudos no Maranhão e ainda jovem viajou para Portugal. Em 1838 ingressou no Colégio das Artes em Coimbra, onde concluiu o curso secundário. Em 1840 matriculou-se na Universidade de Direito de Coimbra, onde teve contato com escritores do romantismo português, entre eles, Almeida Garret, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho. Ainda em Coimbra, em 1843, escreveu seu famoso poema "Canção do Exílio", onde expressa o sentimento da solidão e do exílio.
Em 1845, depois de formado em Direito, Gonçalves Dias voltou para o Maranhão. Ocupou vários cargos no governo imperial e realizou diversas viagens à Europa. Em 1846 foi para o Rio de Janeiro e em 1847 publicou o livro "Primeiros Cantos", que recebeu elogios de Alexandre Herculano, poeta romântico português. Ao apresentar o livro, Gonçalves Dias confessa: "Dei o nome Primeiros Cantos às poesias que agora publico, porque espero que não sejam as últimas". Em 1848 publicou o livro "Segundos Cantos".
Em 1849, é nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Durante esse período escreveu para várias publicações, entre elas, o Jornal do Comércio, a Gazeta Mercantil e para o Correio da Tarde. Nessa época fundou a Revista Literária Guanabara.
Em 1851, Gonçalves Dias publicou o livro "Últimos Cantos". Regressou ao Maranhão e conheceu Ana Amélia Ferreira do Vale, por quem se apaixona. Por ele ser mestiço, a família dela proíbe o casamento. Mais tarde casou-se com Olímpia da Costa.
Gonçalves Dias exerceu o cargo de oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros, foi várias vezes à Europa e em 1854, em Portugal, encontrou-se com Ana Amélia, já casada. Esse encontro inspirou o poeta a escrever o poema "Ainda Uma Vez — Adeus!".
Em 1862, Antônio Gonçalves Dias foi à Europa para tratamento de saúde. Sem resultados embarcou de volta no dia 10 de setembro de 1864. No dia 3 de novembro o navio francês Ville de Boulogne em que estava, naufragou perto do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão, onde o poeta faleceu.

Obras de Gonçalves Dias

Um Anjo, romance, 1843;

Beatriz Cenci, teatro, 1843;

Canção do Exílio, poema, 1843;
Patkull, teatro, 1843;
Meditação, prosa, 1845;
O Canto do Piaga, poesia, 1846;
Primeiros Cantos, poesia, 1847;
Leonor de Mendonça, drama, 1847;
Segundos Cantos, poesia, 1848;
Sextilhas do Frei Antão, poemas, 1848;
Últimos Cantos, poesia, 1851;
I - Juca Pirama, poema, 1851;
Cantos, poesia, 1857;
Os Timbiras, poesia, 1857, (inacabado);
Dicionário da Língua Tupi, 1858;
Liria Varia, poesia, 1869, obra póstuma);
Canção do Tamoio, poema;
Leito de Folhas Verdes, poesia;
Marabá, poema;
Se se Morrer de Amor, poema;
Ainda Uma Vez - Adeus, poema;
Seus Olhos, poema;
Canto de Morte, poesia;
Meu Anjo, Escuta, poema;
Olhos Verdes, poema;
O Canto do Guerreiro, poema;
O Canto do Índio, poema;
Se Te Amo, Não Sei, poema;


Gonçalves Dias entrelaçou a poesia sobre a natureza e a poesia saudosista. O poeta maranhense, em seus verso, lembra da infância, dos amores idos e vindos. Na Europa sente-se exilado e é levado até sua terra natal através da "Canção do Exílio" um clássico de nossa literatura.

sábado, 27 de julho de 2019

A INTERTEXTUALIDADE

O termo intertextualidade origina-se do prefixo latino, inter, que expressa a ideia de relação, o que significa que o conceito estudado refere-se às relações entre os textos. Neste sentido, todo texto, em maior ou menor grau, pode ser compreendido como um intertexto, considerando-se as relações dialógicas que ele mantém com outros textos. 



Em outras palavras, a intertextualidade é a relação de um texto com outro texto, uma vez que se acredita que há sempre um texto base sobre determinado assunto, que é usado como fonte de informação ou inspiração para escrever outros textos. Por exemplo, a música, Bom Conselho, escrita por Chico Buarque, fundamentou-se em vários ditados populares.

Bom conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade.
Chico Buarque

Chico Buarque, ao invés de copiar literalmente os ditados populares, optou por parodiá-los, invertendo seus significados e atribuindo-lhes novos sentidos, o que deu ao texto humor. Esse tipo de estratégia textual é muito comum na literatura brasileira. Atente para as poesias escritas por Gonçalves Dias (Romantismo) e Oswald de Andrade (Modernismo).

Canção do Exílio 
(Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores...
Canto de regresso à pátria
(Oswald de Andrade)
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

O poema de Gonçalves Dias escrito no século XIX serviu como texto-fonte para o autor modernista, que construiu uma paródia sobre a realidade de São Paulo, nos anos de 1920.
A intertextualidade pode acontecer com textos de variados gêneros, inclusive os textos publicitários. Quanto mais texto-fonte o leitor conhecer, mais fácil será a identificação deste conceito. Portanto, a interpretação de texto não depende apenas do conhecimento da língua portuguesa, mas também das relações intertextuais que influenciam a forma de compreender e produzir textos.

Silvia Laura Abrahão

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

ACONTECEU EM 3 DE NOVEMBRO

Dia do Guarda Florestal
Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher

 


1493 -  Cristóvão Colombo avistava pela primeira vez a ilha de Dominica no Mar do Caribe.

1821 -  Independência da Nicarágua.

1864 - Morria Gonçalves Dias, poeta brasileiro.

1867 - Morria Domitila de Castro, a Marquesa de Santos.

1903 - Com o incentivo dos Estados Unidos, o Panamá se separavs da Colômbia.

1911 — A Chevrolet entrava oficialmente no mercado automobilístico em concorrência com o Ford Model T.

1930 - Getúlio Vargas tornava-se chefe do Governo Provisório no Brasil após um golpe sem derramamento de sangue em 24 de outubro.

1935 - Nascia Betinho, sociólogo e ativista brasileiro.

1941 - Era dada a ordem para a invasão de Pearl Harbor.

1956 -  Os assassinatos de Khan Yunis pelas Forças de Defesa de Israel em Gaza, controlada pelo Egito, resultam na morte de 275 palestinos.

1957 - Laika tornava-se o primeiro ser vivo a entrar em orbita espacial a bordo do Sputnik 2.

1973 - NASA lançava o Mariner 10 em direção a Mercúrio. Em 29 de março de 1974, tornava-se a primeira sonda espacial a atingir esse planeta.

1978 - Dominica obtinha sua independência do Reino Unido.

1979 — Massacre de Greensboro: cinco membros do Partido dos Trabalhadores Comunistas eram mortos a tiros e sete eram feridos por um grupo da Ku Klux Klan e neonazistas durante o comício "Morte ao Klan" em Greensboro, Carolina do Norte, Estados Unidos.

1986 - Caso Irã-Contra: a revista libanesa Ash-Shiraa relatava que os Estados Unidos vinham vendendo secretamente armas ao Irã para garantir a libertação de sete reféns norte-americanos mantidos por grupos pró-iranianos no Líbano.

1992 -  O governador democrata do Arkansas, Bill Clinton, derrotava o presidente republicano George H. W. Bush e o candidato independente Ross Perot nas eleições presidenciais de 1992 nos Estados Unidos.

1998 - Morria Bob Kane, um dos criadores do Batman.

2014 -  Inaugurado oficialmente o One World Trade Center. Foi o substituto das Torres Gêmeas do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, depois de ter sido atacada por dois aviões durante os ataques de 11 de setembro.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

JOAQUIM MANUEL DE MACEDO

Joaquim Manuel de Macedo foi um escritor brasileiro. A Moreninha, sua obra-prima, deu origem ao romance romântico brasileiro. Foi preceptor dos netos do Imperador Pedro II. É Patrono da cadeira nº. 20 da Academia Brasileira de Letras.

Joaquim Manuel de Macedo nasceu em Itaboraí, Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1820. Formou-se em Medicina em 1844, e no mesmo ano publicou o romance “A Moreninha”, que foi muito apreciado pelo público da época. Em 1849 fundou a “Revista Guanabara”, juntamente com Gonçalves Dias e Porto Alegre.
Embora formado em medicina, Joaquim Manuel de Macedo não exerceu a profissão. Seduzido pelo magistério, foi professor de História no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II. Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública, fundador e orador oficial do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Envolvido na política, foi deputado em várias legislaturas.

 O Romance Romântico

A prosa literária começou no Brasil com os folhetins, publicados em capítulos nos jornais. No início, publicava-se traduções de folhetins franceses, mas com o tempo, foram surgindo autores brasileiros. Quando algumas destas histórias faziam sucesso eram lançadas em livros. Somente me 1844 é que se definiu a nossa verdadeira prosa de ficção com o romance “A Moreninha”.

A Moreninha

A obra “A Moreninha” de Macedo representa todo o esquema e desenvolvimento dos romances iniciais, com linguagem simples, trama fácil, descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, pequenas intrigas de amor e mistério, um final feliz com a vitória do amor.
Com o Romantismo, nascia a prosa de ficção brasileira. "A Moreninha" foi seu primeiro romance, que teve grande aceitação. Joaquim de Macedo foi o autor mais lido na sua época. É considerado o fundador do romance, mas foi com José de Alencar que o romance atingiu um destacável lugar na literatura.

Características da Obra de Joaquim Manuel de Macedo

A obra de Macedo pode ser vista como uma crônica do seu tempo, que retratava com fidelidade a sociedade brasileira do século XIX. A temática restringe-se aos costumes da classe da pequena burguesia do império, os saraus familiares, namoros de estudantes, mucamas alcoviteiras, comadres, negociantes e funcionários públicos, sempre em volta com o amor como problema central de uma sociedade cujos interesses giravam em torno do casamento.
O doutor "Macedinho", como era chamado, teve o mérito de ser o primeiro a escrever um ciclo amplo e completo de romances, que podiam ser chamados de “novelescos”, dada a persistência com que repetia a cada obra as mesmas chaves da intriga. Joaquim Manuel de Macedo produziu inúmeros trabalhos literários, mas os mais conhecidos são “A Moreninha” e  “O Moço Loiro”.
Joaquim Manuel de Macedo faleceu no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1882.

Obras de Joaquim Manuel de Macedo

Romance
  • A Moreninha, 1844
  • O Moço Loiro, 1845
  • Os Dois Amores, 1848
  • Rosa, 1849
  • Vicentina, 1853
  • O Culto do Dever, 1865
  • O Forasteiro, 1856
  • A Luneta Mágica, 1869
  • As Vítimas Algozes, 1869
  • O Rio do Quarto, 1869
  • As Mulheres de Mantilha, 1870
  • A Namoradeira, 1870
Teatro
  • O Cego, 1849
  • O Fantasma Branco, 1856
  • O Primo da Califórnia, 1858
  • Luxo e Vaidade, 1860
  • Remissão de Pecados, 1870
Poesia
  • A Nebulosa, 1857
Memória
  • Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro, 1862,63
  • Memórias da Rua do Ouvidor, 1878

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

MANUEL BANDEIRA

Manuel Bandeira foi um poeta brasileiro. "Vou-me Embora pra Pasárgada" é um dos seus mais famosos poemas. Foi também professor de Literatura, crítico literário e crítico de arte. Os temas mais comuns de sua obra são: a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão, o cotidiano e a infância.

Manuel Bandeira nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1886. Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Souza Bandeira e de Francelina Ribeiro, abastada família de proprietários rurais, advogados e políticos. Seu avô materno Antônio José da Costa Ribeiro, foi citado no poema "Evocação do Recife". A casa onde morava, localizada na Rua da União, no centro do Recife é citada como "a casa do meu avô".
Manuel Bandeira viajou, junto com sua família, para o Rio de Janeiro, em 1890. Ingressou no Colégio Pedro II, onde foi amigo de Souza da Silveira, um estudioso da língua portuguesa. Em 1892 voltou para o Recife. É nessa época que escreveu seus primeiros versos, não pensava ainda em ser poeta. Em 1903 foi para São Paulo e ingressou na Escola Politécnica, no curso de Arquitetura, mas no fim do ano letivo teve que abandonar os estudos, por ter contraído tuberculose. Voltou para o Rio de Janeiro onde tentou tratamento em estâncias climáticas em Teresópolis e Petrópolis.
Em 1913, Manuel Bandeira foi para o sanatório de Cladavel, na Suíça, onde conviveu com o poeta francês Paul Éluard, que colocou Manuel Bandeira a par das inovações artísticas que vinham ocorrendo na Europa. Discutiam sobre a possibilidade do verso livre na poesia. Esse aspecto técnico veio fazer parte da poesia de Bandeira, que foi considerado o mestre do verso livre no Brasil.
Com o início da Primeira Guerra, em 1914, Bandeira voltou a morar no Rio de Janeiro. Em 1916, morreu sua mãe. Em 1917, publicou seu primeiro livro "A Cinza das Horas", de nítida influencia Parnasiana e Simbolista. Em 1918, morreu sua irmã, que tinha sido sua enfermeira durante muito tempo. Em 1919, publicou "Carnaval", que representou sua entrada no movimento modernista. No ano seguinte morreu seu pai.
Em 1921, conheceu Mário de Andrade e através deste, colaborou com a revista modernista Klaxon, com o poema “Bonheur Lyrique”. Morando no Rio de Janeiro, estava distante do grupo paulista que centralizava os ataques à cultura oficial e propunha mudanças. Para a Semana de Arte Moderna de 1922, enviou o poema "Os Sapos", que lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal. Nesse mesmo ano morreu seu irmão.
Manuel Bandeira foi cada vez mais se engajando no ideário modernista. Em 1924, publicou "Ritmo Dissoluto". A partir de 1925, escreveu crônicas para jornais onde fez críticas de cinema e música. Em 1930, publicou "Libertinagem", obra de plena maturidade modernista. No poema "Evocação do Recife" que integra a obra, tematiza a infância, faz uma descrição da cidade do Recife no fim do século XIX. Incorpora também vários temas ligados à cultura popular e ao folclore.
Em 1938, foi nomeado professor de Literatura do Colégio Pedro II. Em 1940 foi eleito para Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº24. A partir de 1943 foi nomeado professor de Literatura Hispano-Americana da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1957, viajou durante quatro meses pela Europa. Ao completar oitenta anos, em 1966, publicou “Estrela da Vida Inteira”.
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho faleceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1968.

OBRAS DE MANUEL BANDEIRA

A Cinza das Horas, poesia, 1917
Carnaval, poesia, 1919
Os Sapos, poesia, 1922
O Ritmo Dissoluto, poesia, 1924
Libertinagem, poesias reunidas, 1930
Estrela da Manhã, poesia, 1936
Crônicas da Província do Brasil, prosa, 1937
Guia de Ouro Preto, prosa, 1938
Noções de História das Literaturas, prosa, 1940
Lira dos Cinquent'Anos, poesia, 1940
Belo, Belo, poesia, 1948
Mafuá do Malungo, poesia, 1948
Literatura Hispano-Americana, prosa, 1949
Gonçalves Dias, prosa, 1952
Opus 10, poesia, 1952
Intinerário de Pasárgada, 1954
De Poetas e de Poesias, prosa, 1954
Flauta de Papel, prosa, 1957
Estrela da Tarde, poesia, 1963
Vou-me Embora pra Pasárgada, poesia, 1964
Andorinha, Andorinha, prosa, 1966 (textos reunidos por Drummond)
Estrela da Vida Inteira, poesias reunidas, 1966
Evocação do Recife, poesia, 1966
Colóquio Unilateralmente Sentimental, prosa, 1968

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

ACONTECEU EM 10 DE AGOSTO

 

1519 -  Cinco navios de Fernão de Magalhães partiam de Sevilha para circum-navegar o globo. O segundo comandante basco Juan Sebastián Elcano completaria a expedição depois da morte de Magalhães nas Filipinas.

1675 - Lançada a pedra fundamental do Observatório Real de Greenwich, em Londres, Inglaterra.

1792 —  Durante a Revolução Francesa: Tomada do Palácio das Tulherias: Luís XVI da França era preso e levado sob custódia, enquanto seus guardas suíços eram massacrados pela turba parisiense.
1793 — O Museu do Louvre era inaugurado oficialmente em Paris, França.
1823 - Nascia Gonçalves Dias, poeta e escritor brasileiro.
1846 — Elias Howe patenteava a máquina de costura.
1864 - Depois que o Partido Blanco, do Uruguai, recusava as exigências do Brasil, José Antônio Saraiva anunciava que as forças armadas brasileiras começariam as represálias, dando início à Guerra do Uruguai.
1897 — O químico alemão Felix Hoffmann descobria uma maneira melhorada de sintetizar o ácido acetilsalicílico (aspirina).
1907 - Nascia o cangaceiro Corisco.
1912 - Nascia Jorge Amado.
1959 - Inauguração, em Salvador, do Museu de Arte Sacra da Bahia.
1967 - O escritor e sociólogo Fernando de Azevedo era eleito para a Academia Brasileira de Letras.
1990 -  A sonda espacial da NASA Magalhães chegava a Vênus.
1994 — Era lançado o satélite brasileiro BrasilSat B1.
1995 - Morria o sociolo Florestan Fernandes.
2002 - Troca de tiros entre a polícia e traficantes da favela de Vigário Geral RJ feria com três tiros o músico Paulo Negueba, percussionista do grupo O Rappa. O músico sobreviveu.
2003 - O pugilista brasileiro Acelino "Popó" de Freitas , nocauteava o argentino Jorge Barrios e mantinha títulos mundial.
2003 - O tenista Fernando Meligeni encerrava carreira com medalha de ouro na final do torneio de tênis dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. 
2014 - Quarenta pessoas morriam quando o voo Sepahan Airlines 5915 caiu no Aeroporto Internacional de Mehrabad, em Teerã.
2018 — Um Bombardier Q400 da Horizon Air caia na ilha Ketron, Washington, depois de ter sido roubado por um mecânico. Os caças F-15 da Guarda Nacional do Oregon interceptaram o avião, mas o piloto deliberadamente caiu antes que eles pudessem derrubá-lo.
2019 — Pelo menos 75 pessoas morriam e mais de 50 ficavam feridas em uma explosão de caminhão-tanque em Morogoro, na Tanzânia.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

OSWALDO CRUZ

Oswaldo Cruz foi um médico brasileiro. Sanitarista, bacteriologista e epidemiologista, foi o responsável pela erradicação da febre amarela, da varíola e da peste bubônica no país.

Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em São Luiz de Paraitinga, São Paulo, no dia 5 de agosto de 1872. Filho de Bento Gonçalves Cruz, médico carioca e de Amélia Bulhões da Cruz. Em 1877, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Iniciou os estudos com sua mãe e aos 5 anos já sabia ler e escrever. Estudou no Externato Dom Pedro II e em 1892 ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1891 publicou dois trabalhos pioneiros sobre microbiologia. Em 1892, com 20 anos, formou-se em medicina.
Começou a trabalhar no Laboratório de bacteriologia na Cadeira de Higiene da Faculdade de Medicina. Após a morte do pai, acumulou a chefia da clínica paterna. Em 24 de dezembro de 1892 defendeu sua tese de doutorado com o tema "Veiculação Microbiana pelas águas do Rio de Janeiro". Em 1893, casou-se com Emília da Fonseca, com quem teve seis filhos. Instalou um laboratório próprio, após perder o emprego na faculdade. Em 1896 foi para Paris, para trabalhar com Olhier e Vilbert, especialistas em medicina legal. Seu interesse por microbiologia o levou a estagiar no Instituto Pasteur sob a direção de Émile Roux, descobridor do soro antidiftérico.
Voltou ao Brasil em 1899, logo foi encarregado de debelar o surto de peste bubônica que assolava o porto de Santos. A Fazenda Manguinhos, no Rio de Janeiro, foi escolhida para instalação do Instituto Soroterápico Nacional, para a fabricação do soro, uma vez que importá-lo seria demorado e dispendioso. Oswaldo Cruz foi indicado para Diretor Técnico do instituto, inaugurado em julho de 1900. Em condições precárias e com uma equipe improvisada o soro logo ficou pronto e foi enviado para Santos. Em 1902 Oswaldo Cruz assumiu a direção geral do Instituto e começou a sua ampliação, transformando-o em um centro de pesquisas.
Nessa época, o Rio de Janeiro também era assolado pela peste bubônica, pela varíola e a febre amarela. Oswaldo Cruz foi indicado para Diretor da Saúde Pública, pelo presidente Rodrigues Alves, tomando posse em 26 de março de 1903. Exterminar a febre amarela que rondava os portos e as cidades do litoral, foi a primeira medida de Oswaldo Cruz, que conhecia as pesquisas realizadas por Finlay e sabia que o mosquito rajado era o transmissor da febre amarela. Isolou os doentes e iniciou a campanha para acabar com as águas paradas, local de reprodução do mosquito transmissor da febre. Um contingente de 85 homens foi a campo e mesmo com o descrédito da população, a febre amarela foi debelada em três anos.

A revolta da vacina

A varíola, ao contrário da febre amarela, entrava no país com os imigrantes vindos do exterior. A vacina já era obrigatória em vários países europeus. E em maio de 1904, Oswaldo Cruz determinou que os agentes sanitários começassem a vacinação em massa da população. Uma campanha popular contra a vacinação tomou conta dos jornais. Propagavam-se os rumores mais absurdos a respeito da vacina. Durante vários dias a cidade foi tomada pela desordem e revolta com o povo enfrentando a polícia. Depois de vários conflitos, o governo conseguiu sufocar um levante militar e a revolta popular, mas teve que revogar a obrigatoriedade da vacina. Em 1908 uma nova epidemia de varíola assolou o Rio. A partir de então, a vacinação passou a acontecer com mais calma, que caminhou para a erradicação em 1971.
Em 1907, Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro, pelo reconhecimento de seu trabalho, no Congresso Internacional de Higiene de Berlim. No mesmo ano ingressou na Academia de Medicina do Brasil. Em 1908 o Instituto soroterápico recebe o nome de Instituto Osvaldo Cruz. Em 1909, com a saúde abalada, deixou a direção da Saúde Pública, dedicando-se apenas ao Instituto. Em 1911 em Dresden, na Alemanha, a Exposição Internacional de Higiene conferiu um diploma de honra ao Instituto Oswaldo Cruz. Autor de cerca de cinquenta títulos científicos, em 1912, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira n.º5.
Oswaldo Cruz faleceu de insuficiência renal, em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, no dia 11 de fevereiro de 1917.