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terça-feira, 14 de julho de 2020

ESTRUTURA GEOLÓGICA DO BRASIL

A realização de estudos direcionados ao conhecimento geológico é de extrema importância para saber quais são as principais jazidas minerais e sua quantidade no subsolo. Tal informação proporciona o racionamento da extração de determinados minérios, de maneira que não comprometa sua reserva para o futuro.

A superfície brasileira é constituída basicamente por três estruturas geológicas: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.
• Escudos cristalinos: são áreas cuja superfície se constituiu no Pré-Cambriano, essa estrutura geológica abrange aproximadamente 36% do território brasileiro. Nas regiões que se formaram no período Arqueano (o qual ocupa cerca de 32% do país) existem diversos tipos de rochas, com destaque para o granito. Em terrenos formados no período Proterozoico são encontradas rochas metamórficas, onde se formam minerais como ferro e manganês;
• Bacias sedimentares: estrutura geológica de formação mais recente, que abrange pelo menos 58% do país. Em regiões onde o terreno se formou na era Paleozoica existem jazidas carboníferas. Em terrenos formados na era Mesozoica existem jazidas petrolíferas. Em áreas da era Cenozoica ocorre um intenso processo de sedimentação que corresponde às planícies;
• Terrenos vulcânicos: esse tipo de estrutura ocupa somente 8% do território nacional, isso acontece por ser uma formação mais rara. Tais terrenos foram submetidos a derrames vulcânicos, as lavas deram origem a rochas, como o basalto e o diabásio, o primeiro é responsável pela formação dos solos mais férteis do Brasil, a “terra roxa”.
EXERCÍCIOS
 “As altitudes do relevo brasileiro são, em geral, modestas. O ponto mais alto do país não ultrapassa os 3 mil metros: o pico da Neblina (2993m), perto da fronteira do Amazonas com a Venezuela. Cerca de 41% do território nacional tem, no máximo, 200m de altitude; 78% tem até 500m; e 92,7% até 900m de altitude”.
As características descritas acima indicam que o relevo brasileiro é:
a) bastante acidentado, com elevada incidência de dobramentos modernos.
b) diretamente influenciado pelas ações recentes de tectonismos.
c) geologicamente antigo, portanto mais desgastado.
d) pouco transformado pelos agentes erosivos e intempéricos.
e) totalmente aplainado, com poucas áreas de depressão. 

2 As áreas de planície no Brasil estão basicamente situadas nas proximidades de grandes rios, lagos e também em algumas zonas costeiras. Dentre essas áreas, merece destaque a planície do Rio Amazonas, que basicamente segue o leito principal do Rio Amazonas e de alguns de seus afluentes. Existe, nesse contexto, um debate sobre a possibilidade do aproveitamento das águas desse rio para a construção de hidrelétricas, o que pode ser considerado como algo:
a) não recomendado, pois a elevada declividade do terreno não favorece a criação de barragens.
b) recomendado, em função da possibilidade de rápido armazenamento das águas nas áreas mais planas.
c) recomendado, pois as áreas da planície amazônica favorecem a intervenção humana sem grandes prejuízos ambientais.
d) não recomendado, haja vista que áreas de planície não possuem uma queda d'água acentuada para a instalação de barragens e turbinas.

3 No território brasileiro, a ausência de cadeias montanhosas explica-se:
a) pela pouca atuação dos agentes externos de transformação do relevo
b) pela ausência de dobramentos modernos
c) pelas intensas atuações do tectonismo
d) pelo escasseamento dos depósitos sedimentares
e) pela intensiva ação humana sobre as áreas naturais

4 A estrutura geológica do Brasil é basicamente constituída por crátons (ou escudos cristalinos e maciços antigos) e bacias sedimentares. Essas últimas são predominantes, ocupando cerca de 60% do território, o que pode indicar:
a) uma boa disponibilidade de combustíveis fósseis
b) a predominância de áreas de planície
c) a ausência de depressões relativas
d) uma acentuada amplitude altimétrica
e) a não existência de terras verdadeiramente férteis

Os crátons, subdivididos em escudos cristalinos e ________________, são caracterizados por serem formações geologicamente __________________. Eles apresentam uma estrutura rígida e resistente composta quase sempre por rochas ígneas e ___________________, posicionando-se em áreas de elevada ________________ geológica.
Assinale a alternativa que corretamente preenche as lacunas do texto:
a) maciços antigos, recentes, metamórficas, instabilidade.
b) dobramentos modernos, recentes, vulcânicas, estabilidade.
c) bacias sedimentares, antigas, sedimentares, instabilidade.
d) plataformas continentais, antigas, metamórficas, estabilidade.

6 A estrutura geológica do Brasil é composta por:
I. Escudos cristalinos, muito antigos, de rochas rígidas e resistentes que originaram planaltos e algumas depressões, compondo 1/3 do território nacional.
II. Bacias sedimentares compostas de rochas sedimentares que originaram as planícies, planaltos sedimentares ou depressões, ocupando cerca de 64% do total do país.
III. Dobramentos modernos que originaram planaltos e relevos montanhosos, formados no Terciário, ocupando cerca de 30% do território nacional.
IV. Escudos cristalinos recentes, pouco desgastados por processos erosivos, que deram origem às formas de relevo no qual predominam os planaltos montanhosos distribuídos por quase todo o território nacional.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
GABARITOS
1 C
2 D
3 B
4 A
5 D
6 A

segunda-feira, 30 de março de 2020

FLORESTA AMAZÔNICA

Considerada a maior floresta tropical, a Floresta Amazônica se estende por uma área aproximada de 5,5 milhões de km², abrangendo a região norte do território brasileiro compreendendo os estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Amapá, Tocantins e Maranhão.

É um bioma sujeito ao clima predominantemente equatorial, com abundante regime chuvoso, consequentemente úmido.
A vegetação se divide em três tipos principais: o igapó (símbolo vitória-régia); a várzea (rica em seringueiras, jatobás e palmeiras); e mata de terra firme, com árvores que atingem até 60 metros de altura.
Essa floresta é considerada a maior reserva em termos de biodiversidade do planeta. Ela abriga mais de 30 mil espécies de plantas. A sua fauna exuberante também é muito rica, com destaque para tucanos, araras, cutias, pacas e diversas espécies de répteis, anfíbios e insetos.

A região possui a maior bacia hidrográfica do mundo, com extensão de 6 milhões de km². Atualmente, tão devastada, já perdeu 13,31% de sua cobertura vegetal original, em virtude da exploração econômica predatória das frentes de expansão agrícola e das madeireiras.

Contudo, de forma sustentável, o extrativismo é uma importante atividade para o sustento das comunidades locais, tanto para os índios, como para seringueiros e ribeirinhos, que dependem dos recursos naturais para a sobrevivência. A sua forte atratividade ecoturística tem chamado atenção para manutenção e preservação ambiental, tendo em vista a importância desse ecossistema.

sábado, 28 de março de 2020

HIDROGRAFIA BRASILEIRA

Em razão de sua vastidão territorial, das características morfológicas e das condições favoráveis de pluviosidade, o Brasil tem um dos maiores complexos hidrográficos do mundo, apresentando rios com grandes extensões, larguras e profundidades.

A maioria dos rios brasileiros nasce em regiões pouco elevadas, com exceção do rio Amazonas e de alguns afluentes que nascem na cordilheira dos Andes.
O Brasil possui 8% de toda a água doce que está na superfície da Terra. Além disso, a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, também fica no Brasil. Somente o rio Amazonas deságua no mar um quinto de toda a água doce que é despejada nos oceanos.
A rede fluvial do Brasil origina-se a partir de três divisores de águas, que são os centros dispersores de água, isto é, locais a partir de onde as águas tomam uma direção. Correspondem geralmente às serras e aos planaltos.
Os três principais divisores são: a Cordilheira dos Andes, que dá origem aos formadores do rio Amazonas; o planalto Norte Amazônico, que dá origem aos rios da margem esquerda do rio Amazonas e, finalmente, o planalto Brasileiro, de onde se originam as mais importantes bacias brasileiras: Amazônica (margem direita),Platina, São Francisco e do Tocantins-Araguaia.
Muitos de seus rios destacam-se pela profundidade, largura e extensão, o que constitui um importante recurso natural. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto. A energia hidráulica é a fonte primária de geração de eletricidade mais importante do Brasil.
A densidade de rios de uma bacia está relacionada ao clima da região. Na Amazônia, que apresenta altos índices pluviométricos, existem muitos rios perenes e caudalosos. Em áreas de clima árido ou semiárido, os rios secam no período em que não chove.
As bacias brasileiras são divididas em dois tipos: Bacia de Planície, utilizada para navegação, e Bacia Planáltica, que permite aproveitamento hidrelétrico.

Principais características da hidrografia brasileira

  • Grande riqueza fluvial, tanto na quantidade quanto na extensão e no volume de água;
  • Pobreza de lagos;
  • Predomínio do regime pluvial;
  • Predomínio dos rios perenes e de bacias exorreicas (que deságua no mar);
  • Predomínio de foz do tipo estuário (que desemboca no mar em forma de um único canal).
Na produção de energia elétrica, o uso dos rios é muito grande. Aproximadamente cerca de 90% da eletricidade brasileira provém dos rios. Seu potencial hidráulico vem de quedas d’água e corredeiras, dificultando a navegabilidade desses mesmos rios. Na construção da maioria das usinas hidrelétricas, não foi levado em conta a possibilidade futura de navegação, dificultando o transporte hidroviário.

O CERRADO BRASILEIRO

Podemos encontrar a vegetação de cerrado, principalmente, na região centro-oeste do Brasil, ou seja, nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Está presente também nas seguintes regiões: quase todo Estado de Tocantins, oeste de Minas Gerais, sul do Maranhão e sul do Piauí. Ocupa uma área de, aproximadamente, 203 milhões de hectares.



O cerrado é uma vegetação típica de locais com as estações climáticas bem definidas (uma época bem chuvosa e outra seca) e regiões de solo de composição arenosa.

Características do Cerrado:
- presença marcante de árvores de galhos tortuosos e de pequeno porte;
- as raízes destes arbustos são profundas (propriedade para a busca de água em regiões profundas do solo, em épocas de seca);
- as cascas destas árvores são duras e grossas;
- as folhas são cobertas de pelos;
- presença de gramíneas e ciperáceas no estrado das árvores; 
- temperatura média anual entre 18°C e 23°C; 
- o índice pluviométrico anual fica em torno de 1.450 mm. Cerca de 80% das chuvas ocorrem entre os meses de setembro e abril; 
- o solo do cerrado caracteriza-se por apresentar cor avermelhada, em função da grande presença de óxido ferroso. Outra característica do solo do cerrado é o fato dele apresentar pH baixo.

Os principais arbustos encontrados no cerrado são: pau-santo, pequi e lixeira. As frutas nativas do cerrado brasileiro são: baru, buriti, cagaita, araticum, piqui e magaba.

Animais do Cerrado
As principais espécies de animais encontradas no Cerrado são: anta, cervo, onça-pintada, suçuarana, tatu-canastra, lobo-guará, lontra, tamanduá-bandeira, gambá, ariranha, gato-palheiro, veado-mateiro, cachorro-vinagre (cachorro-do-mato), macaco-prego, quati, queixada, porco-espinho, capivara, tapiti e preá.

Desmatamento do Cerrado
Infelizmente, em função do avanço da agricultura nesta região, principalmente de soja, o cerrado vem diminuindo de tamanho com o passar dos anos. O crescimento da pecuária de corte também tem colaborado para a diminuição deste tipo de vegetação. Ambientalistas afirmam que, nos últimos 50 anos, a vegetação do cerrado diminuiu para a metade do tamanho original. De acordo com dados de 2010, 49,1% da vegetação nativa (original) do cerrado já havia sido desmatada. Dos 2.038.953 km² da área original do cerrado, apenas 1.038.605 km² (50,9%) encontra-se preservada.

A CAATINGA

A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, ocupando, aproximadamente, uma área de 734.478 km2, que corresponde a cerca de 70% da Região Nordeste e 11% do território nacional. O nome “Caatinga” possui origem tupi-guarani e significa “floresta branca”. Essa denominação representa as características da vegetação desse ecossistema, cujas folhas caem no período da seca.

Características da Caatinga
A Caatinga apresenta diversas particularidades, principalmente em relação à adaptação climática das plantas e animais. Esse bioma é afetado por secas extremas e períodos de estiagem, característicos do clima semiárido. Por essa razão, a vegetação precisou desenvolver mecanismos de sobrevivência em razão da pouca disponibilidade de água. A fauna é bastante diversificada e também é marcada pelas adaptações ao clima, como as recorrentes migrações nos períodos de estiagem.
A Caatinga localiza-se na Região Nordeste do Brasil e compreende os Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Também ocorre em algumas faixas da Região Sudeste que ficam ao norte do Estado de Minas Gerais.
O clima que compreende a região da Caatinga é o tropical semiárido. Esse clima é marcado por longos períodos de estiagem, isto é, sem chuvas. O índice pluviométrico é abaixo dos 800 mm/ano. As temperaturas são geralmente elevadas, com uma média de 27 ºC, podendo alcançar números maiores, superiores a 32 ºC. Durante o período de chuva, os índices pluviométricos podem atingir os 1000 mm/ano. Já nos períodos mais secos, há uma baixa, chegando a 200 mm/ano.
A vegetação da Caatinga apresenta características de adaptação ao longo período de seca e grande diversidade de espécies vegetais, muitas delas endêmicas (desenvolvem-se apenas nessa região). A vegetação da Caatinga apresenta três estratos:
  1. arbóreo: com espécies que variam entre 8 e 12 metros de altura;
  2. arbustivo: com espécies que variam entre 2 e 5 metros de altura;
  3. herbáceo: com espécies com altura abaixo de 2 metros.
As principais características da vegetação são árvores baixas, troncos tortuosos e que apresentam espinhos e folhas que caem no período da seca (com exceção de algumas espécies, como o juazeiro). O cair das folhas é um mecanismo para evitar a perda excessiva de água e também diminuir a ocorrência de processos fotossintéticos para que as plantas entrem em estágio de economia de energia. Outra característica marcante é que as raízes das plantas cobrem o solo para que seja possível armazenar água durante o período de chuva.
Algumas espécies de cactáceas, como o mandacaru, apresentam uma característica peculiar: suas folhas são modificadas em espinhos para evitar que a planta perca água pelo processo de transpiração. Os espinhos são também um mecanismo de defesa dessas plantas a fim de evitar que animais alimentem-se delas.
Vale dizer também que os cactos, que compõem a formação vegetal desse bioma, apresentam grande capacidade de armazenamento de água. Há também plantas que apresentam em suas folhas uma espécie de cera para evitar também a perda de água.
Outra característica marcante das espécies vegetais encontradas na Caatinga é a capacidade de algumas plantas de realizar fotossíntese e produzir nutrientes mesmo que não apresentam folhas. Isso se deve ao fato de que essas espécies possuem caule verde com células constituídas por clorofila, que é o pigmento responsável por captar a luz e garantir que organismos consigam produzir seu alimento por meio da fotossíntese.
Destacam-se na Caatinga as seguintes espécies de vegetação: bromélias, xique-xique, mandacaru, macambira, umbu, embiratanha, juazeiro, maniçoba, acacia  mimosa.
A flora da Caatinga é bastante diversificada. O período de floração varia conforme a região, o regime de chuvas e a qualidade dos solos. Segundo a Embrapa, a Caatinga apresenta cerca de 1.981 espécies de plantas. Destacam-se os cactos, como o mandacaru e xique-xique; as bromélias, como a macambira; e as leguminosas, como a catingueira.

Características de algumas espécies da flora da caatinga

Cumaru: espécie de planta adaptada à maior parte dos solos, especialmente aos solos arenosos e profundos. Apresenta caules que soltam lascas finas, deixando à mostra a camada mais nova, que possui coloração verde. Essa espécie corre risco de ser extinta por causa da grande exploração.
Ipê-roxo: espécie de planta cujo nome representa a coloração das suas flores. Durante a sua floração, a planta perde as folhas, ficando em destaque as flores, que formam densos buquês. Por causa da grande procura dessa espécie para ornamentação, dada a sua exuberância, está ameaçada de extinção.
Juazeiro: espécie de planta cujas folhas permanecem verdes no período de seca por ter raízes que captam umidade no subsolo. É uma das poucas espécies que não perdem suas folhas durante a estiagem. Pode atingir até 16 metros.
Macambira: espécie de bromélia que se desenvolve sob a exposição do sol. Apresenta folhas suculentas, que são utilizadas para alimentação de gado e também para produção de farinha e pirão. Seu talo é bastante utilizado para revestir telhados.
A fauna da Caatinga é bastante diversificada, mas não tão conhecida, havendo diversas espécies de animais endêmicos. Os animais que se encontram na região abrangida por esse bioma apresentam características de adaptação ao clima, assim como as plantas, como o desenvolvimento de hábitos noturnos, comportamentos migratórios e “hibernações" (capacidade de algumas espécies de lidar com condições climáticas hostis).
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga apresenta:
  • 178 espécies de mamíferos;
  • 591 espécies de aves;
  • 117 espécies de répteis;
  • 79 espécies de anfíbios;
  • 241 espécies de peixes;
  • 221 espécies de abelhas.
Dos animais encontrados nesse bioma, destacam-se: ariranha azul, sapo cururu, sagui do Nordeste, prea, onça parda, sagui da caatinga, macaco prego, tatu peba, veado catingueiro, asa branca, cotia, tatu bola, guigó da caatinga, jacaré do papo amarelo.
O solo da Caatinga é definido, segundo o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos, como raso a profundo. É rico em minérios, mas pobre em matéria orgânica, em razão das características do clima, da hidrografia e da vegetação da região. As texturas são arenosas e argilosas.
O mais comum nesse bioma é o solo raso e pedregoso, o que dificulta o armazenamento de água. As colorações variam entre tons avermelhados e cinzentos. Mesmo com essas características, ainda assim esse solo é utilizado para a criação de animais. Como principais produtos agrícolas cultivados na Caatinga, podemos citar o licuri, umbu, caju e maracujá.
Falar em “tipos de caatinga” não é adequado. O termo correto é fitofisionomias. São fitofisionomias da Caatinga:
  1. Caatinga arbórea: composta por florestas que apresentam árvores que podem atingir até 20 metros de altura;
  2. Caatinga arbustiva: composta por árvores baixas com até 8 metros de altura, como o xique-xique e a macambira;
  3. Mata seca: composta por florestas situadas próximo de encostas e topos de serras. As folhas permanecem, em sua maioria, no período de seca;
  4. Carrasco: composto por arbustos de caules finos e tortuosos. Essa fitofisionomia é típica da região oeste da Chapada do Ibiapaba, localizada entre os estados do Piauí e do Ceará, e do sul da Chapada do Araripe, localizada na divisa dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco.
A hidrografia da região compreendida pelo bioma Caatinga apresenta rios que são, em sua maioria, intermitentes ou temporários, isto é, rios que correm apenas no período das chuvas e que secam durante a estação da seca. O rio perene (que apresenta água corrente o ano todo) mais conhecido desse bioma é o rio São Francisco. Os rios da Caatinga nascem geralmente nas encostas das serras.
São exemplos de rios da Caatinga:
  • Rio Poti;
  • Rio Jaguaribe;
  • Rio Parnaíba.

Devastação da Caatinga

A Caatinga é considerada uma das 37 regiões do planeta que devem ser conservadas, pois contribui para a manutenção das características climáticas locais e globais, além de apresentar grande biodiversidade. Sua preservação é fundamental, principalmente porque esse bioma é o berço de diversas nascentes que abastecem o sertão nordestino.
A região semiárida abrangida por esse bioma é a mais povoada do mundo, sendo habitat para cerca de 28 milhões de pessoas, que tiram do bioma os recursos necessários para a sua sobrevivência. Além dessa intensa exploração dos recursos naturais, há o aumento da expansão da fronteira agrícola para viabilizar a produção agrícola e pecuária, acarretando então o aumento do desmatamento. Segundo o Ibama, até 2008, o desmatamento na Caatinga chegava a 45%. Dados do MapBiomas (Sistema de Monitoramento dos Biomas do Brasil) apontam que a Caatinga perdeu aproximadamente 11 milhões de hectares entre 2000 e 2016.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

REGIÕES DO BRASIL

As regiões do Brasil representam divisões territoriais que apresentam características específicas sejam elas físicas, como clima, vegetação e relevo; sejam sociais, como número de habitantes, índice de desenvolvimento humano e densidade demográfica; além das características econômicas, como Produto Interno Bruto e nível de industrialização.

Brasil já foi dividido regionalmente diversas vezes e o órgão responsável por essa divisão no país é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A regionalização atual foi elaborada em 1970 (sofrendo alterações a partir da Constituição Federal de 1988) e divide o Brasil em cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A SECA NO BRASIL

Dentre os muitos aspectos apresentados pela Região Nordeste o que mais se destaca é a seca, causada pela escassez de chuvas, proporcionando pobreza e fome.

A partir dessa temática é importante entender quais são os fatores que determinam o clima da região, especialmente na sub-região do sertão, região que mais sofre com a seca.
O Sertão nordestino apresenta as menores incidências de chuvas, isso em âmbito nacional. A restrita presença de chuva nessa área é causada basicamente pelo tipo de massa de ar aliado ao relevo, esse muitas vezes impede que massas de ar quentes e úmidas ajam sobre o local causando chuvas.
No sul do Sertão ocorrem, raramente, chuvas entre outubro e março, essas são provenientes da ação de frentes frias com característica polar que se apresentam e agem no sudeste. As outras áreas do Sertão têm suas chuvas provocadas pelos ventos alísios vindos do hemisfério norte.
No Sertão, as chuvas se apresentam entre dezembro e abril, no entanto, em determinados anos isso não acontece, ocasionando um longo período sem chuvas, originando assim, a seca.
As secas prolongadas no Sertão Nordestino são oriundas, muitas vezes, da elevação da temperatura das águas do Oceano Pacífico, esse aquecimento é denominado pela classe cientifica de El Niño, nos anos em que esse fenômeno ocorre o Sertão sofre com a intensa seca.
A longa estiagem provoca uma série de prejuízos aos agricultores, como perda de plantações e animais, a falta de produtividade causada pela seca provoca a fome.
Vegetação
No Sertão e no Agreste o tipo de vegetação que se apresenta é a caatinga, o clima predominante é o semiárido, esse tipo de vegetação é adaptado à escassez de água.
Algumas espécies de plantas da caatinga têm a capacidade de armazenar água no caule ou nas raízes, outras perdem as folhas para não diminuir a umidade, todas com o mesmo fim, poupar água para os momentos de seca.
Rios temporários ou sazonais
Os rios que estão situados nas áreas do Sertão são influenciados pelo clima semiárido, dessa forma não há grande incidência de chuvas.
A maioria dos rios do Sertão e Agreste é caracterizada pelo regime pluvial temporário, isso significa que nos períodos sem chuva eles secam, no entanto, logo que chove se enchem novamente.
Nas regiões citadas é comum a construção de barragens e açudes como meio de armazenar água para suportar períodos de seca.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

RESUMO: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO BRASIL

Localização Geográfica: leste da América do Sul

Coordenadas Geográficas: 10º S 55º O


Limites geográficos:  Guiana Francesa, Suriname, 
Guiana e Venezuela (Norte); Colômbia, Peru, Bolívia, 
Paraguai e Argentina (Oeste) Uruguai (Sul) e Oceano 
Atlântico (Leste).

Área: 8.515.767,049 km² (fonte IBGE)

Fronteiras com os seguintes países: Argentina, 
Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, 
Parguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Fronteira terrestre: 15.719 km

Extensão do litoral: 7.367 km

Clima: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical 
atlântico, subtropical e semiárido

Ponto mais baixo: nível do mar (0 metros)

Ponto mais alto: Pico da Neblina (2.993,78 metros)

Pontos extremos: Ponto mais setentrional na nascente do 
rio Ailã em Roraima; ponto mais meridional no Arroio Chuí 
no Rio Grande do Sul; ponto mais oriental na Ponta do 
Seixas na Paraíba; ponto mais ocidental na nascente do rio 
Moa no Acre.

Principais recursos naturais: petróleo, minério de ferro, bauxita, níquel, manganês, estanho, ouro, platina e urânio.

Uso da terra: terra arável (6,93%), culturas permanentes 
(0,89%) e outros (92,18%)

Principais rios: Amazonas, São Francisco, Paraná, Tietê, Araguaia, Paraná, Tocantins e Madeira.

Arquipélagos e ilhas: Arquipélago de Fernando de 
Noronha, Arquipélago de São Pedro e São Paulo, 
Atol das Rocas, Arquipélago dos Abrolhos, Ilha de Trindade e 
Ilha de Martin Vaz.

Principais problemas ambientais:  1) Desmatamento 
florestal principalmente na Mata Atlântica e Floresta 
Amazônica; 2) Poluição do ar nos grandes centros 
urbanos; 3) Poluição de rios e mananciais; 
4) Extinção de espécies animais e vegetais.