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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O TRATADO DA ANTÁRTIDA OU ANTÁRTICA

 Antártida é um continente localizado no extremo sul do planeta Terra. Possui extensão territorial de cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados, temperaturas médias entre -25°C e -45°C, que podem chegar até -89,2 º C, e ventos que chegam a 327 km/h. Em face de suas características extremas, o continente antártico é o único do mundo que não possui uma população humana permanente vivendo em seu território.


Durante muitos séculos, a sua existência foi considerada mito para vários povos. É difícil precisar quando e como esse continente foi descoberto, visto que diversas expedições percorreram as águas do Oceano Austral em busca de novas terras ao sul. Muitos atribuem essa descoberta, que teria acontecido em 1821, ao comandante russo Thaddeus Bellisgshausen, pois registros da época mostram que ele foi o primeiro expedicionário a conseguir encontrar a Península Antártica, descobrindo, assim, a localização do continente.
No fim do século XVIII, o continente gelado e o Mar Austral começaram a ser explorados por inúmeros expedicionários que buscavam encontrar riquezas naturais nessa desconhecida faixa de terras. No decorrer do século XIX, vários países (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Reino Unido, Rússia, Estados Unidos e outros) passaram a reivindicar esse território. O interesse pelo continente gelado tinha várias motivações, como:
  • Localização privilegiada do continente: A localização da Antártida é ideal para a construção de bases militares e aeroespaciais, pois permite um rápido deslocamento para a maior parte do mundo;
  • Riquezas minerais: Pesquisas revelaram que o subsolo do continente gelado é muito rico em petróleo e vários tipos de minérios, como ferro, cobalto, cobre, ouro, platina, zinco, níquel, ferro, titânio, urânio e outros;
  • Influência sobre o clima mundial: É da Antártica que sai grande parte das frentes frias que influenciam o clima no hemisfério sul. Qualquer alteração na direção dos ventos e na temperatura dessa porção territorial pode gerar diversas modificações no clima mundial, como a diminuição das chuvas frontais e o aumento das temperaturas no inverno;
  • Grande reserva de água: É na Antártida que se encontra a maior reserva de água doce congelada do mundo. Como a água é um elemento vital para a sobrevivência e para o desenvolvimento das atividades humanas, o interesse por essa imensa reserva de água é grande;
  • Rica biodiversidade marinha: A Antártida é o ambiente natural mais conservado do mundo, abrigando uma rica fauna marinha que possui um alto valor comercial. A fauna dessa região é composta por diversas espécies de mamíferos (leões-marinhos, lobos-marinhos, focas, morsas, baleias e golfinhos), peixes (peixe gelo de nadadeira negra, bacalhau das rochas marmoreado e diversas outras espécies) aves (várias espécies de pinguins, gaivotas-rapineiras, gaivotão e outras), crustáceos (como o Krill, que possui um alto valor comercial) e diversos micro-organismos, como o fitoplâncton.
Para resolver como seria a ocupação desse continente, em 1961, doze países (África do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Estados Unidos, França, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e, na época, a URSS, que hoje é a Federação Russa) assinaram um tratado instituindo a internacionalização da Antártida. A partir daquele momento, a Antártida não pertenceria a nenhum país, mas, sim, à toda humanidade. A ocupação de seu território só seria permitida caso tivesse fins pacíficos de pesquisa, sendo, portanto, proibida a construção de bases para fins militares, testes nucleares e a exploração de suas riquezas naturais por qualquer país.
O tratado, que mais tarde ficou conhecido como Tratado da Antártida, definiu ainda que somente os países que tivessem bases científicas no continente poderiam participar das decisões e negociações sobre essa porção territorial. Estabeleceram-se também reuniões periódicas entre os membros do acordo com vistas à troca de informações científicas e a discussão sobre os rumos da ocupação da Antártida.
Desde a assinatura do acordo, muitos países, inclusive o Brasil, construíram bases científicas no continente. Atualmente, cerca de 30 países possuem bases científicas na Antártida, e a população temporária nessas bases chega a cerca de cinco mil indivíduos no verão e mil no inverno.
O acordo não tem prazo estabelecido para acabar, porém, alguns países defendem a exploração das riquezas naturais do continente. Para que isso aconteça, os países que fazem parte do acordo terão que chegar a um consenso sobre uma possível divisão territorial, o que é praticamente inviável, pois esbarra nos interesses individuais de cada país. Além disso, a exploração do continente poderia causar impactos ambientais irreversíveis e que afetariam todo o mundo, sendo muito mais vantajoso para a maioria dos países que a Antártida permaneça preservada.

sábado, 29 de maio de 2021

O PROFISSIONAL DE GEOGRAFIA

 Geografia estuda a ocupação do homem no planeta, seus efeitos e características. 



A carreira em Geografia

O profissional formado em Geografia é conhecido como geógrafo. A Geografia tem como objeto de estudo a superfície terrestre e seus fenômenos, bem como a relação humana com essa superfície. Dessa maneira, o geógrafo analisa a relação da população com a região que ocupa e os efeitos dessa ocupação.

O profissional formado em Geografia pode ter dois focos diferentes em sua carreira. O que irá determinar seu enfoque profissional é o tipo de curso que ele faz. Isso significa que ele pode se formar em um curso de licenciatura, voltado para a formação de professores e profissionais de ensino, ou se formar em um curso de bacharelado, que é voltado para a formação de um profissional ligado à indústria.

Na área da educação, o licenciado em Geografia pode atuar como professor de ensino fundamental e médio, em escolas públicas e particulares. Para ministrar aulas em universidades, é necessário fazer pós-graduação, como mestrado e doutorado.

Na indústria, o geógrafo pode trabalhar com cartografia digital, elaborando mapas a partir de imagens de satélites. Outra opção é o geoprocessamento, elaborando bancos de dados geográficos e mapas com o uso de programas computacionais específicos.

Algumas empresas contratam geógrafos para a elaboração de mapas e levantamento de dados do solo, relevo, recursos hídricos, clima, vegetação e densidade de ocupação. Esse levantamento é chamado de sensoriamento remoto.

O geógrafo pode contribuir na agroindústria com planejamento agrícola, elaborando estratégias para que a ocupação de regiões aconteça com o mínimo de impacto ao meio ambiente.

Ele pode trabalhar em empresas privadas e em órgãos públicos, contribuindo consideravelmente para o desenvolvimento de regiões e cidades. Nesse sentido, o geógrafo pode trabalhar com a geografia de transportes, planejando sistemas de transportes e de trânsito, garantindo a mobilidade, sustentabilidade e inclusão social.

Outra área de atuação para geógrafos é a de planejamento urbano, trabalhando com planos diretores e definições de estruturas urbanas. Também realiza o planejamento de uso do solo, organização, mobilidade, sustentabilidade e inclusão social.

Existe ainda o campo de geopolítica, no qual o geógrafo estuda a organização social, a economia e a política de países e regiões.

O geógrafo que atua nas áreas mais técnicas precisa ser registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) para poder assinar relatórios e levantamentos.

Perfil do profissional

Um bom profissional da área de Geografia precisa gostar de estudar e compreender a relação do meio ambiente com o ser humano. Por isso, a curiosidade sobre o assunto é muito importante. É preciso ter um ótimo senso de observação, pois pequenos detalhes fazem diferença em análises e projeções.

Na indústria, em muitos casos, é um profissional que precisa estar em campo e gostar das atividades fora de escritórios. Gostar do contato com o meio ambiente é imprescindível.

No caso de seguir a carreira acadêmica, é importante que o geógrafo tenha muita vontade de transmitir seus conhecimentos e influenciar pessoas através dos ensinamentos.

Mercado de trabalho

Os profissionais que optam pela carreira acadêmica encontram alto índice de empregabilidade. Existe uma carência de professores para a educação básica em todas as regiões do país, principalmente em cidades mais afastadas dos grandes centros urbanos.

Diversas empresas de cartografia, análise de solo e consultoria empregam bacharéis em Geografia. Esse mercado está bem aquecido e tem uma certa carência por profissionais especializados.

Atividades ligadas a órgãos públicos e governos também apresentam boas oportunidades de emprego, geralmente com vagas mais disputadas.

Sobre o curso 

O curso de Geografia possui duas habilitações: bacharelado e licenciatura. A diferença entre as duas é o foco do curso, sendo que o bacharelado tem o objetivo de formar profissionais para a indústria, enquanto a licenciatura forma profissionais para a área de educação.

Ambos os cursos tem duração média de 5 anos e podem ser encontrados nas modalidades de ensino a distância e presencial.

sábado, 15 de agosto de 2020

LINGUAGEM DOS MAPAS

 São vários os elementos de um mapa, isto é, aqueles itens e símbolos necessários para que uma mera figura possa ser diferenciada de um verdadeiro mapa ou cartograma, que é feito com rigor científico para representar uma determinada área da superfície terrestre. Em geral, os mapas costumam apresentar as seguintes composições: título, orientação, legenda, escala e projeção cartográfica.


Esses são elementos obrigatórios de um mapa, embora nem sempre estejam presentes em todos os mapas que vemos por aí. De toda forma, para melhor interpretarmos as informações cartográficas, é preciso conhecer esses instrumentos, procurando saber o que eles são, o que indicam e quais são as suas funções no processo de comunicação, haja vista que os mapas também são formas de linguagem.
Observemos, no mapa a seguir, como se apresentam as diferentes partes de um mapa:
Exemplo de mapa demográfico do Brasil elaborado pelo IBGE *
Exemplo de mapa demográfico do Brasil elaborado pelo IBGE*
Título: O título, que por vezes vem acompanhado de um subtítulo, é o indicador do tema retratado, quando se trata de um mapa temático. Em mapas históricos, o título também costuma indicar o ano ou período do espaço representado. Para que se faça uma correta leitura de qualquer cartograma, a primeira coisa a se fazer é sempre ler o título e compreender o que ele indica.
Legenda: As legendas são os significados dos símbolos existentes nos mapas. Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses símbolos apresentam padronizações, como o azul para representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdeslinhas com traços para representar ferroviasaviões para representar aeroportos, entre outros inúmeros exemplos.
Escala: indica a relação matemática entre o espaço real e a representação desse espaço no mapa. Ela, portanto, aponta a quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para caber no local em que o mapa está representado. As escalas podem ser gráficas ou numéricas (ambas presentes no exemplo acima). A escala numérica apresenta-se em números de uma divisão, e a escala gráfica apresenta-se conforme uma representação de linhas e traços.
Orientação: é importante no sentido de apontar a direção do mapa, indicando-nos para que lado fica o norte e, consequentemente, os demais pontos cardeais. Ela pode apresentar-se com uma rosa dos ventos completa ou apenas com uma seta indicando o norte geográfico. A importância da orientação se dá, principalmente, em mapas que representam áreas muito restritas, quando não conseguimos perceber facilmente para que lado o mapa está apontando.
Projeção cartográfica: indica a técnica que foi empregada para fazer o mapa. Como sabemos, as projeções cartográficas são as diferentes formas de representar o globo terrestre (que é geoide, quase esférico) em um plano. Como essa representação apresenta distorções, se sabemos qual foi a projeção utilizada em um determinado mapa, conseguimos ter uma melhor noção sobre elas.
EXERCÍCIOS

1 A linguagem cartográfica é essencial à Geografia. Nesse âmbito, considere as afirmações a seguir.

I. O mapa é uma reprodução idêntica da realidade.

II. São elementos que compõem os mapas: escala, projeção cartográfica, símbolo ou convenção e título.

III. A escala é a relação entre a distância ou comprimento no mapa e a distância real correspondente à área mapeada.

Considerando as três assertivas, PODE-SE AFIRMAR CORRETAMENTE que:

a) apenas I é verdadeira.

b) apenas II é verdadeira.

c) apenas III é verdadeira.

d) apenas I e III são verdadeiras.

e) apenas II e III são verdadeiras


Para atingir o objetivo de ler e interpretar mapas, o leitor necessita de identificar e analisar os elementos de representação cartográfica. Entre esses, a escala cumpre um papel importante, visto que é a partir dela que se tem

a) a localização de um fenômeno na superfície terrestre.

b) a apresentação da superfície esférica no plano.

c) os diferentes fusos horários no globo.

d) a identificação dos diferentes hemisférios terrestres.

e) o nível de detalhes das informações representadas.


3 Relacione os elementos do mapa às suas respectivas definições:

(1) Título

(2) Escala

(3) Legenda

(4) Orientação

( ) Relação matemática entre o espaço real e a representação do espaço no mapa.

( ) Indica a direção e a localização por meio da rosa dos ventos ou de um elemento que indica o norte.

( ) Indica o tema que será retratado no mapa.

( ) Representa o significado dos símbolos que aparecem no mapa.

Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta:

a) 2,1,4,3

b) 2,4,1,3

c) 4,2,1,3

d) 2,3,4,1


4 Assinale a alternativa incorreta a respeito da escala, um dos elementos de um mapa:

a) Constitui a relação entre o espaço real e a representação no mapa.

b) Aponta a quantidade de vezes que o espaço real foi reduzido para ser representado no mapa.

c) A escala gráfica apresenta-se conforme uma representação de linhas e traços. Já a escala numérica apresenta-se em números de uma divisão.

d) Quanto maior a área do terreno a ser representada, menor a redução necessária para que ele caiba em um espaço determinado.

GABARITO

1 E

2 E

3 B

4 D

domingo, 12 de julho de 2020

O ESPAÇO GEOGRÁFICO

O espaço geográfico é constituído por todas as diferentes paisagens que existem. A sua forma é determinada por sua aparência, que por sua vez pode decorrer da Natureza e da intervenção da sociedade, isto é, do modo de vida das pessoas que habitam (ou habitaram) o lugar. Neste contexto, a investigação do espaço é o tema de estudo da Geografia.
O mar, as florestas, os morros, as praias, os rios, as serras, além de paisagens naturais podem sofrer intervenção da sociedade, proveniente das suas necessidades. Estas intervenções podem modificar seus aspectos e características. Como, por exemplo, o mar, que é uma paisagem natural, por apresentar várias funções - como a pesca, o turismo, o comércio, a extração de petróleo - sofre com apropriações e adaptações feitas pelo homem que resultam na transformação da sua aparência. Muitas vezes, estas alterações da paisagem provocadas pelo homem levam a riscos e a danos ao meio ambiente, como quando ocorre a instalação de plataformas petrolíferas no mar. O mesmo ocorre com as florestas que são devastadas em decorrência das construções ou extração da madeira. 

Inicialmente, as sociedades viviam isoladas, com o nascimento da expansão marítima e comercial começaram a acontecer a relação entre as sociedades. Ao longo do tempo, os continentes do mundo - América, África, Ásia, Europa e Oceânia -  foram sofrendo grandes modificações naturais (decorrentes do clima e das intempéries naturais - enchentes, deslizamentos de terra, etc.), como também alterações nos espaços geográficos provocadas pelo homem, inclusive no tocante as suas fronteiras.  Hoje, a globalização continua provocando alterações no espaço geográfico.

Mais especificamente, no início da colonização do Brasil, a população vivia especialmente no litoral. Esse local era estratégico para a extração do pau-brasil e, posteriormente para o cultivo da cana de açúcar, que tinham como finalidade a exportação. Somente mais tarde o interior do nosso país foi se transformado, o que ocorreu com a descoberta dos recursos minerais (ouro e pedras preciosas) e vegetais (borracha), todavia o objetivo era o mesmo: a exportação de nossas riquezas. Entretanto, a busca por riquezas impulsionou a formação das primeiras cidades e vilas no interior brasileiro, o que, por conseguinte acabou transformando o seu espaço geográfico.


Silvia Laura Abrahão
EXERCÍCIOS
No conceito de espaço geográfico está implícita a ideia de articulação entre natureza e sociedade. Na busca desta articulação, a Geografia tem que trabalhar, de um lado, com os elementos e atributos naturais, procurando não só descrevê-los, mas entender as interações existentes entre eles; e de outro, verificar a maneira pela qual a sociedade está administrando e interferindo nos sistemas naturais. Para perceber a ação da sociedade é necessário adentrar em sua estrutura social, procurando apreender o seu modo de produção e as relações socioeconômicas vigentes”.

Na conceituação acima apresentada, temos a Geografia como uma ciência da natureza e da sociedade, no sentido de:
a) descrever as metanarrativas individuais do natural e do social.
b) evidenciar as relações de interação entre esses dois elementos da realidade.
c) compreender as dinâmicas naturais dos espaços humanizados.
d) avaliar as estruturas dos sistemas naturais para neles interferir.
e) evidenciar a complementaridade nula entre o espaço e as práticas humanas.

2 Assinale, a seguir, a alternativa que melhor indica o conceito atual de espaço geográfico:
a) Compreende o substrato superficial onde habitam os seres vivos terrestres.
b) Abrange o meio físico da Terra e suas dinâmicas naturais, tais como o clima, o relevo e a vegetação.
c) É o resultado da interação mediada pelas técnicas entre as práticas humanas e suas sociedades com a superfície terrestre e seus elementos.
d) É tudo aquilo que pode ser contemplado pela visão em um ambiente imediatamente próximo.
e) É o “palco” das práticas sociais, caracterizando-se por ser um receptáculo das ações antrópicas.

3 A Geografia se expressou e se expressa a partir de um conjunto de conceitos que, por vezes, são considerados erroneamente como equivalentes, a exemplo do uso do conceito de espaço geográfico como equivalente ao de paisagem, entre outros.
Considerando os conceitos de espaço geográfico, paisagem, território e lugar, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A paisagem geográfica é a parte visível do espaço e pode ser descrita a partir dos elementos ou dos objetos que a compõem. A paisagem é formada apenas por elementos naturais; quando os elementos humanos e sociais passam a integrar a paisagem, ela se torna sinônimo de espaço geográfico.
b) O espaço geográfico é (re)construído pelas sociedades humanas ao longo do tempo, através do trabalho. Para tanto, as sociedades utilizam técnicas de que dispõem segundo o momento histórico que vivem, suas crenças e valores, normas e interesses econômicos. Assim, pode-se afirmar que o espaço geográfico é um produto social e histórico.
c) O lugar é concebido como uma forma de tratamento geográfico do mundo vivido, pois é a parte do espaço onde vivemos, ou seja, é o espaço onde moramos, trabalhamos e estudamos, onde estabelecemos vínculos afetivos.
d) Historicamente, a concepção de território associa-se à ideia de natureza e sociedade configuradas por um limite de extensão do poder. A categoria território possui uma relação estreita com a de paisagem e pode ser considerada como um conjunto de paisagens contido pelos limites políticos e administrativos de uma cidade, estado ou país.
GABARITO
1 B
2 C
3 A

segunda-feira, 8 de junho de 2020

OCEANOS

Os oceanos são porções de água que ocupam as principais e mais amplas depressões do relevo do planeta. Trata-se, portanto, de um imenso conjunto de água misturada com outros elementos, principalmente os sais minerais, e que circunda as áreas formadas pelas terras emersas, o que inclui ilhas e continentes.

Uma das principais particularidades do Planeta Terra em relação aos demais planetas atualmente conhecidos é que mais de 70% de sua superfície é composta por água, dos quais a maior parte é composta pelos oceanos. Essa predominância faz com que as águas oceânicas sejam muito importantes para a vida de milhões de espécies de seres vivos e também para a regulação do clima, entre outros fatores.
Se considerarmos que os oceanos, diferentemente dos mares, não estão cercados pelos continentes em pelo menos três lados, podemos dizer que existem apenas três oceanos: o Pacífico, o Atlântico e o Índico, uma vez que os oceanos Glacial Ártico e Glacial Antártico seriam, na verdade, grandes mares (ou um conjunto de mares). No entanto, incluímos ambos nas especificações abaixo, pois a maior parte das abordagens geográficas e gerais considera-os historicamente como áreas oceânicas.
Oceano Pacífico
O Pacífico é o maior oceano do nosso planeta, responsável por recobrir quase que um terço da superfície terrestre, perfazendo uma área de aproximadamente 165 milhões de km2. Basicamente, ele apresenta em sua porção leste o continente americano e, a oeste, o continente asiático e a Oceania. O Estreito de Bering, localizado ao norte e responsável pela divisão da América do Norte com a Ásia, permite a comunicação do Pacífico com o Oceano Glacial Ártico.
A vasta área ocupada pelo Oceano Pacífico faz com que ele apresente uma grande relevância climática, pois é nele que boa parte das massas de ar e correntes marítimas é produzida. E isso sem falar nas anomalias e alterações climáticas cíclicas, tais como o El Niño, o La Niña e a Oscilação Decadal do Pacífico.
origem do nome desse oceano está na crença antiga dos navegadores de que as suas águas eram as mais calmas do planeta. Hoje, no entanto, sabemos que suas águas não têm nada de pacíficas, a depender da localidade em que se navega.
Oceano Atlântico
O Atlântico é o segundo maior oceano do planeta Terra, com uma área de aproximadamente 106 milhões de km². É circundado de forma não contínua pelo continente africano a leste e pelas Américas a oeste, além de possuir uma ampla comunicação com o Ártico e a Antártida. Ao menos até o final do século XX, o Atlântico foi considerado a principal via comercial intercontinental da Terra, posto que está sendo gradativamente transferido ao Pacífico.
O surgimento do Atlântico pode ser considerado geologicamente recente, há cerca de 150 milhões de anos. A sua origem está relacionada com a movimentação das placas tectônicas, que transformou o antigo continente Gondwana em América do Sul e África.
origem do nome Atlântico vem, segundo algumas versões, de Atlas, um titã da mitologia condenado por Zeus a sustentar a abóboda do céu em suas costas. Durante a Idade Média, esse oceano foi chamado de Mar do Norte e só recebeu novamente seu nome original após a difusão do célebre mapa-múndi elaborado por Mercator no século XVI.

Oceano Índico
O Índico possui uma área com cerca de 73 milhões de km² e, por isso, é o terceiro maior oceano do planeta. É circundado de forma não contínua pela Oceania e Ásia a leste, pela Ásia ao norte e pela África a oeste. Possui uma complexa ligação com o Mar Mediterrâneo pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez.
Assim como o Atlântico, o Índico também surgiu da separação do continente Gondwana, na Era Mesozoica, sendo o mais novo entre todos os oceanos da Terra. Em sua parte sul, as águas são mais frias; já nas áreas mais próximas ao continente asiático, elas encontram-se mais aquecidas, o que favorece o clima de Monções, cujos efeitos são mais sentidos na Índia.
O Oceano Índico, em algumas localidades, é também chamado de “Mar das Índias”, em referência às Índias Orientais, onde os antigos navegantes partiam em busca de especiarias e outros produtos. Antes da expansão colonial europeia, o Índico era a principal rota comercial marítima do planeta.
Oceano Glacial Ártico
Como já mencionamos, o Glacial Ártico tecnicamente não é um oceano, mas sim um grande conjunto de mares, conforme as reclassificações mais recentes. No entanto, assim como o Glacial Antártico, a sua denominação permanece.
Sua área total corresponde a 21 milhões de km² e estende-se ao norte do Círculo Polar Antártico dos continentes asiático, europeu e americano. A maior parte de sua superfície, no entanto, encontra-se congelada em uma área imprecisa, pois aumenta no inverno polar (de seis meses) e diminui no verão.
Oceano Glacial Antártico
O Oceano Antártico ou Oceano Austral é o conjunto de águas posicionadas ao sul do Círculo Polar Antártico e que circundam o continente da Antártida, formando um prolongamento das águas dos oceanos Ártico, Antártico e Índico.
A área desse oceano foi delimitada pelo Tratado da Antártida, realizado em 1956, e perfaz um total aproximado de 20,3 milhões de km². Apesar das baixas temperaturas, apresenta uma grande biodiversidade, ao contrário do Ártico, incluindo pinguins, focas, leões-marinhos, cetáceos, plânctons e outros.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

LATITUDE E LONGITUDE

Um dos principais e mais conhecidos sistemas de localização terrestre é o sistema de coordenadas geográficas, que surge a partir da combinação entre latitudes e longitudes. Assim, esses dois elementos juntos indicam a referência exata de qualquer ponto da superfície do nosso planeta em relação ao seu todo, permitindo tanto a localização absoluta como a distância relativa entre duas localidades.

A latitude é a distância, em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre em relação à Linha do Equador, o principal dos paralelos terrestres. As áreas mais próximas ao Equador são chamadas comumente de “baixas latitudes” e as áreas mais próximas aos polos terrestres são chamadas de “altas latitudes”. Isso é útil, por exemplo, no estudo sobre o clima, quando se diz que, quanto menores as latitudes, maiores tendem a ser as temperaturas


Esquema indicativo das latitudes e dos paralelos terrestres


Desse modo, a Linha do Equador, que se encontra na exata posição de igual distância aos dois polos terrestres, possui a latitude de , aumentando para o norte até 90º e diminuindo para o sul até –90º.
A longitude, por sua vez, é a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre em relação ao Meridiano de Greenwich, uma linha imaginária que, por convenção, separa os hemisférios ocidental e oriental. 
O Meridiano de Greenwich possui longitude de , aumentando até 180º para o leste e diminuindo até –180º a oeste.
Portanto, o sistema de coordenadas geográficas surge a partir da combinação entre as latitudes e longitudes da superfície terrestre, com o auxílio da orientação dos paralelos e meridianos. 

domingo, 29 de março de 2020

TERREMOTOS - ABALOS SÍSMICOS

Terremotos, também chamados de abalos sísmicos, são tremores passageiros que ocorrem na superfície terrestre. Esse fenômeno natural pode ser desencadeado por fatores como atividade vulcânica, falhas geológicas e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas.

Conforme a teoria da Deriva Continental, a crosta terrestre é uma camada rochosa fragmentada, ou seja, ela é formada por vários blocos, denominados placas litosféricas ou placas tectônicas. Esses gigantescos blocos estão em constante movimento, podendo se afastar (zona de divergência) ou se aproximar (originando uma zona de convergência).
Nas zonas de convergência pode ocorrer o encontro (colisão) entre diferentes placas tectônicas ou a subducção (uma placa mais densa “mergulha” sob uma menos densa). Esses fatos produzem acumulo de pressão e descarga de energia, que se propaga em forma de ondas sísmicas, caracterizando o terremoto.
O local onde há o encontro entre as placas tectônicas é chamado de hipocentro (no interior da Terra) e o epicentro é o ponto da superfície acima do hipocentro. As consequências podem ser sentidas a quilômetros de distância, dependendo da proximidade da superfície que ocorreu a colisão (hipocentro) e da magnitude do terremoto.
A magnitude é a quantidade de energia liberada no foco do terremoto, sendo medida a partir de uma escala denominada Escala Richter. A intensidade é a consequência causada pela ação do sismo, a destruição provocada por esse fenômeno. A escala mais utilizada para se classificar a intensidade é a de Mercalli.
Entre os efeitos de um terremoto de grande magnitude em áreas povoadas estão a destruição da infraestrutura (ruas, estradas, pontes, casas, etc.), além de mortes. Os sismos nos oceanos provocam a formação de ondas gigantes (tsunamis). Essas ondas podem atingir as áreas continentais, gerando grande destruição.
Milhares de terremotos ocorrem diariamente no mundo. No entanto, a maioria apresenta baixa intensidade e tem hipocentro muito profundo, sendo assim, os terremotos são pouco percebidos na superfície terrestre. O Japão, localizado em uma zona muito sísmica, é atingido por centenas de terremotos por dia.
Os lugares mais atingidos por terremotos são os territórios localizados em zonas de convergência de placas, em especial os países situados nos limites das placas tectônicas. Entre as nações que estão nessa situação podemos destacar o Japão, Indonésia, Índia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Turquia, Estados Unidos da América, Haiti, Chile, entre outras.