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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

PRESERVAÇÃO DOS MARES

 A preservação dos mares é urgente. 

Aproveite que está de férias e decida ser alguém que faz a diferença. O meio ambiente AGRADECE!!!!!!




domingo, 29 de março de 2020

PROTOCOLO DE KIOTO

O Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional que entrou em vigor em 16 de feveriro de 2005, e foi ratificado pelo Brasil em 15 de março de 1998. Ele visou reduzir as emissões de gases poluentes, que são responsáveis pelo efeito estufa e pelo aquecimento global. O Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor após ter sido discutido e negociado em 1997, na cidade de Kyoto (Japão).




No documento, há um cronograma em que os países eram obrigados a reduzir, em 5,2%, a emissão de gases poluentes, entre os anos de 2008 e 2012 (primeira fase do acordo). Os gases citados no acordo são: dióxido de carbono, gás metano, óxido nitroso, hidrocarbonetos fluorados, hidrocarbonetos perfluorados e hexafluoreto de enxofre. Os três últimos são eliminados principalmente por indústrias.

Os países deveriam colaborar entre si para atingirem as metas. O protocolo sugere ações comuns como, por exemplo:
- aumento no uso de fontes de energias limpas (biocombustíveis, energia eólica, biomassa e solar);
- proteção de florestas e outras áreas verdes;
- otimização de sistemas de energia e transporte, visando o consumo racional;
- diminuição das emissões de metano, presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico; 
- definição de regras para a emissão dos créditos de carbono (certificados emitidos quando há a redução da emissão de gases poluentes).

Expectativas 
Os especialistas em clima e meio ambiente esperavam que o sucesso do Protocolo de Kyoto diminuisse a temperatura global entre 1,5 e 5,8º C até o final do século XXI. Desta forma, o ser humano poderia evitar as catástrofes climáticas de alta intensidade que estão previstas para o futuro.

Resultados do Protocolo de Kyoto após 10 anos

Em 2015 completou 10 anos da entrada em vigor deste acordo mundial, porém, dados divulgados em fevereiro de 2015 apontaram que o acordo não atingiu seus objetivos iniciais, pois entre os anos de 2005 e 2012 houve um aumento da emissão mundial destes gases em 16,2%.

 Por outro lado, especialistas em clima afirmam que o pacto gerou alguns benefícios. Estes estudiosos dizem que se não houvesse o Protocolo de Kyoto, as emissões de gases do efeito estufa teriam sido muito maiores, aumentando os efeitos nocivos do aquecimento global no planeta. 

O protocolo também foi benéfico no sentido de incentivar a adoção de medidas governamentais práticas como o objetivo de diminuir os impactos climáticos negativos. Também foi positivo, pois alertou a população mundial para o problema das mudanças climáticas, além de estimular o uso de fontes de energia limpa (eólica e solar).

Em princípio, países industrializados ainda têm obrigações sob o Protocolo de Kyoto, mas um tratado posterior, o Acordo Climático de Paris de 2015 o substituiu.

Sob o Acordo de Paris, quase todos os países do mundo concordaram em limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. Os signatários do pacto se comprometeram com metas climáticas nacionais e de redução de CO2 que eles mesmos elaboraram. Até agora, no entanto, quase nenhum país tem cumprido suas metas.

domingo, 20 de outubro de 2019

DERRAMAMENTO DE DERIVADOS DO PETRÓLEO NO MAR E A TRAGÉDIA NO NORDESTE BRASILEIRO

O derramamento de petróleo é um tipo de poluição ambiental muito difícil de ser contido, por diversos fatores.

O petróleo é um tipo de combustível fóssil de origem animal e vegetal formado geologicamente há milhões de anos. É uma substância líquida oleosa de coloração escura encontrada em muitos lugares no mundo, que pode ser extraída no continente, em terra firme e também no assoalho oceânico.
A extração do petróleo nos oceanos é feita através de máquinas montadas em plataformas fixas ou móveis, que bombeiam o petróleo para o navio ou oleodutos.
O vazamento de petróleo pode ocorrer em navios petroleiros, nas plataformas de extração e nos oleodutos de distribuição, causando danos enormes ao meio ambiente.
Esse derramamento acontece em razão de falhas estruturais dos equipamentos, falhas humanas na execução e também pela pressão exercida no fundo do oceano que pode causar fissuras ou falhas no assoalho, escapando gás ou óleo. Em um desastre ambiental desse tipo são lançadas no mar quantidades enormes do produto, formando manchas que são espalhadas pelas correntes marítimas e pelas correntes de ar.
A poluição causada pelo petróleo é muito tóxica para os amimais marinhos e para as aves migratórias, além de prejudicar indiretamente a população que vive no litoral das áreas atingidas.
Um dos piores desastres com o lançamento de petróleo no oceano ocorreu nos Estados Unidos, no ano de 2010, quando uma quantidade enorme do líquido ficou vazando por meses, atingindo uma extensa área do Golfo do México. O prejuízo ambiental foi incalculável e muitas espécies animais e vegetais foram atingidas, tanto no mar quanto na costa.
O governo do Brasil confirmou que o petróleo que misteriosamente atinge as praias do Nordeste,desde setembro é venezuelano, mas isso não significa necessariamente que a Venezuela seja a responsável pelo vazamento. 
A Venezuela negou responsabilidade no caso, mas não há dúvida de que o derramamento de óleo tem natureza criminosa, pois, caso contrário, o vazamento teria sido relatado internacionalmente. Ainda não se sabe de onde está vindo o petróleo, pode ser de uma transferência de navio a navio (ship to ship), porém e não se descarta nenhuma outra causa possível. 
As transferências de navio para navio ocorrem quando o óleo é transferido entre embarcações no mar. No entanto, as barreiras para impedir que o óleo chegue à praia não têm sido eficazes. A melhor resposta por enquanto é limpar o óleo assim que ele chega às praias. Os Estados brasileiros têm feito isso, com a ajuda de equipes treinadas pela Petrobrás, que deverá ser ressarcida pelo trabalho.
A Petrobrás coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos, ressaltando ter mobilizado cerca de 1.700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas na região e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta às manchas.

sábado, 21 de setembro de 2019

O DIA DA ÁRVORE

O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso. A data, que é diferente em outras partes do mundo, foi escolhida em razão do início da primavera, que começa no dia 23 de setembro no hemisfério Sul.

A árvore é um grande símbolo da natureza e é uma das mais importantes riquezas naturais que possuímos. As diversas espécies arbóreas existentes são fundamentais para a vida na Terra porque aumentam a umidade do ar graças à evapotranspiração, evitam erosões, produzem oxigênio no processo de fotossíntese, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para algumas espécies animais.
Além disso, entre as diversas espécies arbóreas existentes, incluem-se várias plantas frutíferas, como é o caso da mangueira, limoeiro, goiabeira, abacateiro, pessegueiro e laranjeira.
Além de produzirem alimento, as árvores também possuem outras aplicações econômicas. A madeira por elas produzidas serve como matéria-prima para a criação de móveis e até mesmo casas. A celulose extraída dessas plantas, principalmente pinheiros e eucaliptos, é fundamental para a fabricação de papel. Além disso, algumas espécies apresentam aplicabilidade na indústria farmacêutica por possuírem importantes compostos.
Em virtude da grande quantidade de utilizações e da expansão urbana, as árvores são constantemente exterminadas, o que resulta em grandes áreas desmatadas. O desmatamento afeta diretamente a vida de toda a população, que passa a enfrentar erosões, assoreamento de rios, redução do regime de chuvas e da umidade. Sendo assim, o dia 21 de setembro deve ser visto como um dia de reflexão sobre nossas atitudes em relação a essa importante riqueza natural. Esse dia é muito mais do que o ato simbólico de plantar uma árvore e deve ser encarado como um momento de mudança de postura e conscientização de que nossos atos afetam as gerações futuras. É importante também haver conscientização a respeito da importância da conservação, bem como da necessidade de criação de políticas públicas que combatam a exploração ilegal de árvores.
Cada região do nosso país possui uma árvore símbolo diferente:
Árvore símbolo da região Norte – castanheira;
Árvore símbolo da região Nordeste – carnaúba;
Árvore símbolo da região Centro-Oeste – ipê amarelo;
Árvore símbolo da região Sudeste – pau-brasil;
Árvore símbolo da região Sul – araucária.

sábado, 27 de julho de 2019

INCÊNDIOS FLORESTAIS

Apesar de ser um fenômeno recorrente nesta época do ano, a ferocidade do fogo assusta. Os incêndios são resultado de uma conjuntura de fatores, mas o efeito estufa estaria entre os 
culpados, dizem especialistas. No Brasil, o fator humano e as demandas do mercado são graves ameaças à natureza.

“Hoje o planeta em geral está 1°C mais quente do que há cem 
anos. Isso é mudança climática”, explica Carlos Nobre, pesquisador-colaborador do Instituto de Estudos Avançados 
da USP, e senior fellow do World Resources Institute – Brasil. 
“Isso é causado pela emissão de gases de efeito estufa que 
nossa sociedade moderna colocou na atmosfera, que por sua 
vez não conseguiu se livrar do excesso de poluentes”, continua.
Nobre explica que esse 1°C a mais contribui para deixar a atmosfera mais quente e a biomassa mais inflamável. 
“Quando a temperatura fica mais alta, ela faz com que o solo 
perca água mais rapidamente. A evaporação do solo aumenta muito. O solo secando, a energia solar passa a ser usada mais 
para aquecer o ar do que evaporação”, explica. “Ou seja, esse 
um grau a mais, junto com o solo mais seco e aliado a um 
período sem chuvas, são fatores que aumentam muito a flamabilidade da biomassa”, diz Nobre.

O meteorologista Celso Oliveira, do instituto Somar, de São
 Paulo, lembra que este período de muito calor entre julho e
 agosto no hemisfério norte é chamado de “Calígula”, uma homenagem ao tirano e cruel imperador romano. Além das mudanças climáticas, fala-se também de uma mudança na temperatura do oceano Atlântico, intensificando um centro
 de alta pressão, um sistema que inibe a formação de nuvens 
de chuva, fazendo com que os dias sejam mais ensolarados 
as temperaturas, mais elevadas”, diz Oliveira.

No Brasil, a ação humana, mais do que mudanças climáticas
ou fenômenos naturais, influencia queimadas e incêndios 
na mata. “A floresta Amazônica e a Mata Atlântica são
biomas que evoluíram durante dezenas de milhões de anos
com pouca influência do fogo”, explica Carlos Nobre. 
“Em uma parte densa da floresta, com dosséis altos e alta densidade de folhas, no máximo 4% dos raios solares 
chegam à superfície. No entanto, hoje, o uso do fogo na 
agricultura e a retirada de árvores torna o sistema mais 
inflamável e vulnerável”, alerta o especialista.
Celso Oliveira lembra também outro fator ligado às 
queimadas no Brasil: o mercado. “Se o preço das 
commodities está alto, a pressão sobre a fronteira agrícola 
faz aumentar as queimadas a fim de impulsionar as 
plantações, principalmente de soja".

DESERTIFICAÇÃO

Desertificação é um fenômeno em que um determinado solo é transformado em deserto, através da ação humana ou processo natural. No processo de desertificação a vegetação se reduz ou acaba totalmente, através do desmatamento. Neste processo, o solo perde suas propriedades, tornando-se infértil (perda da capacidade produtiva).


Nas últimas décadas vem ocorrendo um significativo aumento do processo de desertificação no mundo As principais áreas atingidas são: oeste da América do Sul, Oriente Médio, sul da África, noroeste da China, sudoeste dos Estados Unidos, Austrália e sul da Ásia. 
 No Brasil, a desertificação vem aumentando, atingindo várias regiões. Nordeste (região do sertão), Pampas Gaúchos, Cerrado do Tocantins e o norte do Mato Grosso e Minas Gerais. Vale ressaltar que alguns geógrafos e geólogos brasileiros defendem que, no caso dos Pampas Gaúchos, está ocorrendo um processo de arenização e não de desertificação.

Problemas gerados

A desertificação gera vários problemas e prejuízos para o ser humano. Com a formação de áreas áridas, a temperatura aumenta e o nível de umidade do ar diminui, dificultando a vida do ser humano nestas regiões. Com o solo infértil, o desenvolvimento da agricultura também é prejudicado, diminuindo a produção de alimentos e aumentando a fome e a pobreza.
 O meio ambiente também é prejudicado com este processo. A formação de desertos elimina a vida de milhares de espécies de animais e vegetais, pois modifica radicalmente o ecossistema da região afetada. A desertificação também favorece o processo de erosão do solo, pois as plantas e árvores não existem mais para "segurar" o solo.

Principais áreas afetadas pela desertificação:

- Áreas degradas por prática de pecuária;

- Áreas degradadas por prática de agricultura de sequeiro;

- Áreas degradas por pastoreio;

- Áreas degradadas por irrigação.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas  (ONU) declarou a década seguinte (2010 a 2020) como sendo a "Década das Nações Unidas para os desertos e a luta contra a Desertificação".
Cerca de 30% do território do nosso planeta já está sofrendo as consequências do processo de desertificação.De acordo com dados divulgados pela ONU, em 2016, aproximadamente cem nações possuíam territórios com processo de desertificação em andamento. A maioria delas já sofriam seus efeitos ambientais negativos. 
De acordo com estudos recentes, cerca de 140 milhões de pessoas no mundo tiveram que mudar de região, nos últimos 50 anos, em função dos efeitos negativos da desertificação. Atualmente, 25% da população mundial corre risco de ser afetada de alguma forma pela desertificação.

CHUVA ÁCIDA

A formação de chuvas ácidas trata-se de um problema moderno, que teve origem a partir do grande crescimento dos centros urbanos que são altamente industrializados.


Existem diversas fontes de poluentes para a atmosfera, os gasosos são gerados pelas indústrias, veículos e usinas energéticas, exemplos: dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio. A combinação desses poluentes com o vapor de água existente na atmosfera vai se acumulando em nuvens ocorrendo, assim, sua condensação, da mesma forma como são originadas as chuvas comuns.

Na natureza, a água reage com certos óxidos formando ácidos. O ácido carbônico (H2CO3) se forma quando o dióxido de carbono (CO2), também chamado de gás carbônico, se dissolve na água. Veja a reação:

H2O + CO2 - H2CO3 (ácido carbônico)

Nesse momento o pH da água pura que era 7,0 passa para 5,6, que é o equilíbrio com o CO2 atmosférico. Para a chuva ser ácida seu ph tem que ser menor que 5,6. O que faz a chuva atingir este pH é o aumento da concentração de óxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio na atmosfera. Estes óxidos, juntamente com o óxido de carbono, são chamados de óxidos ácidos, por formarem ácidos quando em contato com a água da chuva. E assim, se forma a chamada Chuva Ácida que ao cair no ambiente terrestre, causa danos irreversíveis aos rios, lagos, matando os peixes, as plantas, etc..

A acidez da chuva no Brasil, como acontece em todo o mundo, está relacionada com o desenvolvimento urbano: cidades com maior número de fábricas, de indústrias e de veículos têm certamente, maior concentração de ácidos. E, no entanto, os ácidos causadores da chuva ácida nem sempre caem onde são produzidos, pois o vento frequentemente carrega as nuvens para outras regiões, geralmente próximas.


Outro fator que ocasiona as chuvas ácidas, é a emissão de dióxido de enxofre (SO2) e óxido de nitrogênio pelas fábricas que usam combustíveis fósseis e usinas elétricas movidas a carvão. Esses óxidos se combinam com a umidade atmosférica gerando ácido sulfúrico (H2SO4) diluído, que é a principal precipitação atmosférica dos poluentes industriais. 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

CADEIA E TEIA ALIMENTAR

As relações de alimentação  entre os grupos de organismos podem ser estudadas pela análise das cadeias e teias alimentares.

As cadeias alimentares são as relações de alimentação existentes entre os seres vivos de um ecossistema. Elas mostram, de maneira unidirecional, como a energia e os nutrientes fluem entre os seres vivos de uma determinada área.Os seres vivos de uma cadeia alimentar podem ser classificados em três níveis básicos, denominados de níveis tróficos:
  • Produtores: é o primeiro nível trófico em qualquer cadeia alimentar. Nele se encontram os seres capazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, organismos autotróficos. É importante destacar que nesse grupo são encontrados organismos fotossintetizantes e também quimiossintetizantes, como por exemplo as plantas, as algas e algumas bactérias;
  • Consumidores: não produzem seu próprio alimento, ou seja, organismos heterotróficos. São classificados como primários quando se alimentam dos produtores; de secundários quando se alimentam dos primários; de terciários quando se alimentam dos secundários e assim sucessivamente. É importante salientar que não existem cadeias com muitos níveis tróficos, pois, a cada nível, perde-se energia e matéria.
  • Decompositores: são os organismos que fazem a decomposição, processo essencial para a reciclagem da matéria orgânica. Nesse processo os nutrientes tornam-se disponíveis novamente no ambiente. Os decompositores atuam em todos os organismos após sua morte e, por isso, normalmente, não são representados em esquemas de cadeias alimentares.
teia alimentar mostra as relações alimentares entre os organismos de um dado ecossistema, mas não de forma unidirecional.  

Elas são formadas por várias cadeias alimentares que se cruzam, o que demonstra que um organismo pode ter diferentes hábitos alimentares e, consequentemente, ocupar mais de um nível trófico em um ecossistema. Assim, c
omo os organismos, muitas vezes, apresentam diferentes hábitos alimentares, as teias representam melhor um ecossistema.

terça-feira, 25 de junho de 2019

FATORES BIÓTICOS E ABIÓTICOS

Em ecologia, chamam-se fatores bióticos todos os elementos causados pelos organismos em um ecossistema que condicionam as populações que o formam.

Por exemplo, a existência de uma espécie em número suficiente para assegurar a alimentação de outra condiciona a existência e a saúde desta última. Muitos dos fatores bióticos podem traduzir-se nas relações ecológicas que se podem observar num ecossistema, tais como a predação, o parasitismo ou a competição.
  • Fatores bióticos envolve os:
    • produtores;
    • macroconsumidores;
    • microconsumidores.

Os fatores abiótico (a = não, bio = vida) são todas as influências que os seres vivos possam receber em um ecossistema, derivadas de aspectos físicos, químicos ou físico-químicos do meio ambiente, tais como a luz, a temperatura, o vento, etc.

  • Fatores abióticos são:
    • substâncias inorgânicas - ciclos dos materiais;
    • compostos orgânicos - ligam o biótico-abiótico;
    • regime climático;
    • temperatura;
    • luz;
    • PH;
    • oxigênio e outros gases;
    • umidade;
    • solo.

A CAMADA DE OZÔNIO

A camada de ozônio é uma "capa" desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele.

No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a ser utilizados produtos que emitem clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer.
Raios ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 até 4,1 x 10-2 mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais.
Os principais responsáveis pelo buraco na camada de ozônio, os gases CFC – que eram utilizados como refrigerantes e gás propulsor de aerosóis– foram proscritos pelo Protocolo de Montreal de 1987, mas ainda podem permanecer na atmosfera durante muitos anos.
A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta.
Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.

A Reação

As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2).
A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia.
Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio.
Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis.
Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.

Por que na Antártida?

Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo.

No Brasil ainda há pouco com que se preocupar

No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerossóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono.

Os Males

A principal consequência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no efeito estufa, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e consequente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação.
De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.