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quarta-feira, 19 de junho de 2019

KARL MARX

Karl Marx foi um filósofo e revolucionário socialista alemão. Criou as bases da doutrina comunista, onde criticou o capitalismo. Sua filosofia exerceu influência em várias áreas do conhecimento, tais como Sociologia, Política, Direito e Economia.

Karl Heinrich Marx nasceu em Trier, Renânia, província ao sul da Prússia - um dos muitos reinos em que a Alemanha estava fragmentada, no dia 5 de maio de 1818. Filho de Herschel Marx, advogado e conselheiro da justiça, descendente de judeu, era perseguido pelo governo absolutista de Guilherme III. Em 1835, depois de concluir seus estudos no Liceu Friedrich Wilhelm, Karl ingressou no curso de Direito da Universidade de Bonn onde participou das lutas políticas estudantis.
No final de 1836, Karl Marx se transferiu para a Universidade de Berlim para estudar Filosofia. Nessa época, se propagavam as ideias de Hegel, destacado filósofo e idealista alemão. Marx se alinha com os "hegelianos de esquerda", que procuram analisar as questões sociais, fundamentados na necessidade de transformações na burguesia da Alemanha. Entre 1838 e 1840, Karl Marx se dedica a elaborar sua tese. Doutorou-se em Filosofia em 1841, na Universidade de Jena, com a tese "A Diferença Entre a Filosofia da Natureza de Demócrito e a de Epicuro".
Por motivos políticos, Karl Marx não consegue a nomeação para lecionar na universidade, que não aceita mestres que seguem as ideias de Hegel. Com a recusa, Marx passa a escrever artigos para os Anais Alemães, de seu amigo Arnold Ruge, mas a censura impede sua publicação. Em outubro de 1842, muda-se para Colônia, e assume a direção do jornal “Gazeta Renana”, onde conhece Friedrich Engels, mas logo após a publicação do artigo sobre o absolutismo russo, o governo fecha o jornal.

Marx e Engels

Em julho de 1843, Marx casa-se com Jenny, irmã de seu amigo Edgard von Westphalen. O casal muda-se para Paris, onde Marx junto com Ruge funda a revista "Anais Franco-Alemãs", e publica os artigos de Friedrich Engels. Publica também "Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" e "Sobre a Questão Judaica". Nessa época, ingressa numa sociedade secreta.
Em fins de 1844, Marx começa a escrever para o "Vornaerts", em Paris. As opiniões desagradam o governo de Frederico Guilherme V, imperador da Prússia, que pressiona o governo francês a expulsar os colaboradores da publicação, entre eles Marx e Engels. Em fevereiro de 1845, é obrigado a sair da França e segue para a Bélgica.
Karl Marx dedica-se a escrever teses sobre o socialismo e mantém contato com o movimento operário europeu. Funda a "Sociedade dos Trabalhadores Alemães". Junto com Engels, adquirem um semanário e se integram à "Liga dos Justos", entidade secreta de operários alemães, com filiais por toda a Europa.

Manifesto Comunista

No Segundo Congresso da Liga dos Justos, Marx e Engels são solicitados para redigir um manifesto. No dia 21 de fevereiro de 1848, com base no trabalho de Engels, Os Princípios do Comunismo, Marx escreve o "Manifesto Comunista", onde esboça suas principais ideias com a luta de classe e o materialismo histórico. Critica o capitalismo, expõe a história do movimento operário, e termina com um apelo pela união dos operários no mundo todo. Pouco tempo depois, Karl e sua mulher são presos e expulsos da Bélgica e se instalam em Londres. Apesar da crise, em 1864, Marx funda a "Associação Internacional dos Trabalhadores", que fica conhecida como "Primeira Internacional". Com a ajuda de Engels, publica em 1867, o primeiro volume de sua mais importante obra, "O Capital", em que sintetiza suas críticas à economia capitalista.

O Capital

A principal obra de Karl Marx é “O Capital”, nele, Marx faz uma análise crítica ao Capitalismo. Sintetiza o modo de funcionamento da economia capitalista, mostrando que ela está baseada na exploração do trabalhador assalariado, que produz um excedente que acaba ficando para o capitalista. Segundo as teorias desenvolvidas por Karl Marx, o excedente deveria voltar para o trabalhador, na forma de salário, numa porcentagem do valor equivalente ao que foi produzido, e a outra parte ficaria com o dono dos meios de produção. Essa seria então, o que Marx chamou de “mais-valia”. Com a ajuda de Engels, o primeiro volume foi publicado em 1867.
Karl Marx faleceu em Londres, Inglaterra, no dia 14 de março de 1883.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O SOCIALISMO

 O Socialismo é um sistema político-econômico ou uma linha de pensamento criado no século XIX para confrontar o liberalismo e o capitalismo. A ideia foi desenvolvida a partir da realidade na qual o trabalhador era subordinado naquele momento, como baixos salários, enorme jornada de trabalho entre outras. 


Nesse sentido, o socialismo propõe a extinção da propriedade privada dos meios de produção e a tomada do poder por parte do proletariado e controle do Estado e divisão igualitária da renda. 
Os precursores dessa corrente de pensamento foram Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858), conhecidos como criadores do socialismo utópico.  Outros pensadores importantes que se enquadram no socialismo científico são os conhecidos Karl Marx e Friedrich Engels
Apesar das ideias socialistas terem sido criadas ainda no século XIX, foram somente no século XX colocadas em vigor. O primeiro país a implantar esse regime político foi a Rússia, a partir de 1917, quando ocorreu a Revolução Russa, momento em que o governo monarquista foi retirado do poder e instaurado o socialismo. Após a Segunda Guerra Mundial, esse regime foi introduzido em países do leste europeu, nesse mesmo momento outras nações aderiram ao socialismo em diferentes lugares do mundo, a China, Cuba, alguns países africanos e outros do sudeste asiático. 
Diante de todas as considerações, a seguir os principais aspectos do socialismo que deixam claro a disparidade com o sistema capitalista: 

• Socialização dos meios de produção: todas as formas produtivas, como indústrias, fazendas entre outros, passam a pertencer à sociedade e são controladas pelo Estado, não concentrando a riqueza nas mãos de uma minoria; 
• Não existem classes, ou seja, existe somente a classe trabalhadora e todos possuem os mesmos rendimentos e oportunidades; 
• Economia planificada: corresponde a todo controle dos setores econômicos, dirigidos pelo Estado, determinando os preços, os estoques, salários, regulando o mercado como um todo. 

O socialismo que foi desenvolvido no decorrer do século XX e que permanece em alguns países até os dias atuais é conhecido por socialismo real, em outras palavras foi executado de forma prática. 
Por outro lado, o socialismo ideal é aquele desenvolvido no século XIX, que pregava uma sociedade sem distinção e igualitária, que acabava com o capitalismo. Os pensadores dessa vertente socialista eram em sua maioria anarquistas. 
O principal pensador do socialismo foi Karl Marx, para ele esse regime surgiu a partir do capitalismo e seus meios de produção, tendo seu controle desempenhado pelo proletário, assim como o Estado, que posteriormente seria extinto, dando origem ao comunismo que corresponde a uma sociedade sem governo, polícia, forças armadas entre outros, além de não possuir classes sociais e economia de mercado. 
Após o declínio do socialismo, a partir de 1991 com a queda da União Soviética, o sistema perdeu força no mundo, atualmente poucos países são socialistas, é o caso da China, Vietnã, Coreia do Norte e Cuba

quarta-feira, 19 de junho de 2019

FRIEDRICH ENGELS

Friedrich Engels foi um filósofo social e político alemão. Teve papel de destaque no desenvolvimento do marxismo. Colaborador e amigo de Karl Marx, publicou os volumes II e III da obra "O Capital", de Marx.

Friedrich Engels nasceu em Barmen, distrito de Wuppertal, na Alemanha, no dia 28 de novembro de 1820. Filho de rico industrial alemão cursou a escola secundária, mas não chegou a conclui-la, sendo levado pelo pai para trabalhar no escritório das empresas. Logo se impressionou com a miséria em que viviam os trabalhadores da fábrica da família.
Usando o pseudônimo de Friedrich Oswald, escreveu artigos que o levaram a frequentar o Clube dos Doutores, e se tornar amigo de Karl Max. Foi também atraído pelo movimento dos “Jovens Hegelianos” ou “Hegelianos de Esquerda”, criado após a morte do filósofo Hegel, e representado pelo teólogo David Strauss, o historiador e teólogo Bruno Bauer, o anarquista Max Stirner, entre outros, que procuravam tirar conclusões radicais da filosofia de Hegel e fundamentar a necessidade de transformação da burguesia alemã.
Entre 1841 e 1842 Engels serviu como voluntário num regimento de artilharia em Berlim. Ainda em 1842 foi enviado por seu pai para Manchester, na Inglaterra, para trabalhar na fábrica de linhas de costura. Assumiu por um tempo a direção da fábrica e suas observações dessa época formaram a base para escrever “A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra”. Em 1844 Engels publicou “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”. Nesse mesmo ano rompeu com os Hegelianos de esquerda e junto com Max criticou a natureza idealista do grupo, nas obras “A Sagrada Família” (1844) e “Ideologia Alemã” (1845-46).
Em 1848, uma onda revolucionária tomou conta da Europa. Entre os combatentes consolidava-se o proletariado, que empobrecidos sob os efeitos da Revolução Industrial, formavam uma massa desprovida de projeto político consistente, capaz de alterar sua própria condição. Nesse cenário, foi lançado o “Manifesto Comunista”, escrito por Max e Engels, que fornecia as bases para a organização proletária.
Socialismo Científico, idealizado por Max e Angels, assim denominado porque não procurava construir abstratamente uma sociedade ideal, mas baseando-se na análise das realidades econômicas, da evolução histórica e do capitalismo, formula leis e princípios determinantes da História em direção a uma sociedade sem classe e igualitária.
Nos escritos de Max e de Friedrich Engels, particularmente em “O Manifesto Comunista”, (1848), “Crítica da Economia Política” (1859) e “O Capital” (1867), os filósofos criticam a sociedade capitalista e rejeitam o Socialismo Utópico, considerando que a sociedade de cada época é determinada pelas condições econômicas. Após a morte de Max, em 1883, Engels se encarregou de publicar o II e o III volumes de “O Capital”, obra que causaria nas décadas seguintes uma revolução na Economia e nas Ciências Sociais.
Friedrich Engels faleceu em Londres, Inglaterra, no dia 5 de agosto de 1895.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

MAX WEBER

O sociólogo alemão Max Weber é um dos principais teóricos da sociologia e ocupa, junto a Émile Durkheim e Karl Marxuma das bases da chamada tríade da sociologia clássica. Weber fundou um método de estudo sociológico baseado no que ele chamou de ação social e produziu estudos profícuos para a compreensão da formação do capitalismo. O livro mais difundido de Weber é A ética protestante e o espírito do capitalismo, em que ele analisa a proximidade da formação do capitalismo com a disseminação do protestantismo.



Karl Emil Maximilian Weber  nasceu em 1864 e morreu em 1920 foi um sociólogo, jurista e economista alemão. Nascido em uma família de posses liderada por um advogado, Weber foi educado com a rigidez da religião protestante e com o despertar do gosto pelo estudo e pelo trabalho. Quando ainda jovem, ele presenciou a unificação da Alemanha promovida pelo estadista Otto von Bismarck. (O Estado alemão ainda não existia. Existiam vários reinos de origem germânica independentes, e Bismarck promoveu uma política de integração desses reinos, formando a Alemanha tal como a conhecemos hoje.)
Em 1882, Weber ingressa no curso de Direito da Universidade de Heidelberg, onde, para além das ciências jurídicas, aprofundou seus estudos em economia e teologia. Em 1889 concluiu o seu doutorado em Direito, na Universidade de Berlim, e, em 1893, foi nomeado professor na Universidade de Freiburg.
Entre os anos de 1882 e 1897, além da carreira acadêmica, Weber atuou no cenário político alemão, não obtendo muito sucesso. O sociólogo era um homem muito rígido consigo, e a sua idealização do trabalho e do sucesso financeiro como realização de um homem digno (ideia que aparece na obra citada) parecia acompanhar a sua vida.
O sociólogo e historiador austríaco Michael Polak, que desenvolveu um trabalho biográfico sobre Weber, afirma que o sociólogo alemão odiava a ideia de depender financeiramente de seu pai, primeiro por ter algumas diferenças familiares com o progenitor e também por cobrar de si um sucesso profissional e financeiro, sucesso esse que geralmente é demorado para quem está iniciando uma carreira de pesquisador acadêmico.
Sabe-se que, para tornar-se um professor universitário e pesquisador, é necessário estudar muito antes de conseguir êxito. Um reflexo disso foi o casamento de Weber com a escritora feminista Marianne Schnitger, o qual foi adiado por anos, tendo sido realizado apenas em 1894, quando o sociólogo conseguiu um emprego. Nesse período de espera, antes do noivado definitivo, um amigo de Weber havia pedido Marianne em casamento (quando Weber e ela já trocavam intensões de um relacionamento), o que causou ainda mais desgosto em Weber com a sua própria vida, afirma Polak.
Em 1887, a mãe de Weber decide viajar para visitá-lo. O seu pai não permite que a esposa vá sozinha e Weber não gosta da ideia de recebê-lo em casa, expulsando-o na sua chegada. Algum tempo depois, o pai morre e Weber tem um colapso mental, entrando em profunda depressão, a qual o impediu de trabalhar.
O sociólogo conseguiu uma licença da universidade e decidiu viajar, percorrendo vários lugares da Europa (a Itália era o seu destino preferido) e conhecendo os Estados Unidos. Nesse período ele tenta voltar a lecionar, não obtendo êxito, no entanto, por conta de sua doença. A sua situação mental atormentava-o, principalmente pela vergonha que ele sentia da depressão e de não conseguir trabalhar. Ser sustentado por uma licença era ainda mais vergonhoso para o pensador.
Em 1903, Weber pede demissão da universidade, o que lhe foi negado por sua competência. A administração pública entra em acordo com ele concedendo-o uma aposentadoria, e, em troca, torna-o professor honorário da Universidade de Heidelberg, direcionando a ele uma carga horária mínima de trabalho, o que deu certo para que o sociólogo voltasse a trabalhar e recuperasse a sua saúde mental.
Nesse período de retorno, Weber volta a escrever com intensidade, redigindo inclusive a sua obra magna — A ética protestante e o espírito do capitalismo. Ele havia deixado a atuação no campo político há algum tempo, o que também o ajudou a recuperar-se mentalmente.
Max Weber vivenciou a Primeira Guerra Mundial e, em 1919, foi conselheiro da delegação alemã nas conferências que antecederam o Tratado de Versalhes. A Alemanha perdeu muito com o acordo, pois teve seu exército reduzido, perdeu território e teve que pagar uma indenização pelos estragos causados pela guerra.
Entre 1919 e 1920, Weber também atuou como membro da comissão que formulou a Constituição de Weimar — documento que oficializou a chamada República de Weimar, período republicano da Alemanha que iniciou com o fim do Segundo Reich (segundo império que começou em 1871 com a unificação de Bismarck) e terminou com o início do Terceiro Reich (terceiro império que se iniciou com a chegada de Hitler ao poder em 1933).
Em 1920 uma pneumonia severa acamou Weber e levou-o à morte aos 56 anos de idade. Até então, o sociólogo havia publicado apenas os livros A ética protestante e o espírito do capitalismo (1905), Economia e sociedade (1910) e A ciência como vocação (1917). Após a sua morte, Marianne Schnitger Weber, sua esposa, realizou uma curadoria de sua obra e foi responsável pela publicação póstuma de um segundo volume de Economia e sociedade (1921), A metodologia das ciências sociais (1922) e História econômica geral (1923).

Teoria, pensamentos e principais ideias de Max Weber

Os principais objetos de estudo de Weber na sociologia foram o capitalismo e o protestantismo, levando o sociólogo a desenvolver uma sociologia da teologia. A visão weberiana do capitalismo era diferente da visão marxista. Enquanto Marx via no capitalismo a exploração do proletariado pela burguesia, Weber encara-o como o fruto de um ideal, o ideal do capitalismo. Como um ideal, o capitalismo promovia uma espécie de racionalização do trabalho e do dinheiro, sendo sustentado pela prosperidade e pela capacidade cada vez maior de gerar dinheiro.
Max Weber foi profundamente influenciado pela filosofia de Immanuel Kant sustentada peloa  idealismo. Para Kant, o plano das ideias e conceitos deveria pautar todo o trabalho filosófico, que partiria da prática para chegar aos conceitos mais puros e a priori (anteriores a qualquer vivência material). Weber acreditava que o capitalismo originava-se com um ideal, com um espírito, e a partir disso, esse sistema ia sendo construído na prática. Com base nesse ideal, surgiu a noção de administração como ciência capaz de promover o crescimento do capital.
Para escrever A ética protestante e o espírito do capitalismo, Weber leu o texto Conselho a um jovem comerciante, de Benjamin Franklin. Com base nesse texto, que expressa a noção que ficou conhecida como um bordão de Franklin, time is money (tempo é dinheiro), e da observação de nações europeias e dos Estados Unidos, Weber elaborou a teoria que dizia que o capitalismo teria sido aprimorado com o protestantismo, em especial o calvinista (em nações como a Inglaterra e os Estados Unidos). Para Franklin, o dinheiro deveria ser movimentado e ampliado, e essa ampliação dava-se como ensinava a tradição calvinista, por meio do trabalho.
Para os calvinistas, havia uma noção de predestinação (trabalhada por Weber como hipótese a ser considerada) que dizia que o homem já nascia predestinado ao paraíso ou ao inferno. A maneira de saber se determinada pessoa iria para o céu era medir o seu sucesso no trabalho e a sua resistência ao pecado. Como pecado, os calvinistas incluíam as diversões fúteis, como festas e luxo, além do ócio e da preguiça.
O homem de valor para os calvinistas era aquele que trabalhava muito, o máximo que o seu corpo aguentasse, e não se entregava aos prazeres da vida, acumulando assim cada vez mais dinheiro. Para as outras vertentes protestantes, há uma ideia geral bem semelhante a essa de valorização do trabalho e de fuga dos prazeres.
Isso fez com que Weber enxergasse a diferença de desenvolvimento econômico entre nações predominantemente protestantes que se tornaram as maiores potências econômicas (Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos) e nações predominantemente católicas que não tiveram tanto crescimento econômico, como Espanha, Portugal e Itália.
A ideia do teórico político e estadista estadunidense Benjamin Franklin estava sustentada no ideal calvinista, e o aumento do dinheiro por meio do trabalho e da fuga do ócio e dos prazeres parecia ser uma hipótese bem plausível para Weber, no sentido de medir o sucesso de uma pessoa. Era esperado de alguém que conseguisse ganhar dinheiro multiplicá-lo para mostrar o seu valor pessoal e moral.
ética, nesse sentido, era uma prática voltada para um modo de agir que fugisse de qualquer distração e de qualquer pecado e que procurasse no trabalho o maior meio de chegar-se a Deus. Por isso Weber ficou tão frustrado durante um tempo de sua vida em que não conseguia obter sua sustentação financeira e sentiu vergonha do tempo em que foi acometido pela depressão e não conseguiu trabalhar.

Ação social de Max Weber

Para a metodologia sociológica, Weber contribuiu formulando a sua teoria da ação social. Segundo o sociólogo, era necessário que o pesquisador fosse dotado de uma neutralidade axiológica, ou seja, de uma neutralidade em relação ao seu objeto de estudo. Com base em uma análise neutra e imparcial, o sociólogo deveria identificar as ações sociais dos sujeitos e classificá-las. Nisso, Weber discorda do método de Durkheim, que visa buscar fatos sociais que se repetem em todas as sociedades e são invariáveis.
Para Weber, as ações individuais é que forneciam o material necessário para chegar-se a um estudo válido. No entanto, por serem as ações sociais tão vastas e diversas, o sociólogo deveria buscar um padrão de correção para que o seu trabalho tivesse uma validade científica e um respaldo metodológico.
Esse padrão de correção estava localizado no que Weber chamou de tipos ideais, que eram balizas para estabelecer-se qualquer comportamento padrão. Como ideais, esses tipos são perfeitos e imutáveis, não existindo na prática. Nessa se encontram as ações que poderiam afastar-se ou aproximar-se dos tipos ideais.
Weber separa e classifica as ações sociais em quatro tipos. São eles:
  1. Ação social racional com relação a fins: é um tipo de ação pensada e calculada para atingir alguma finalidade. Por exemplo, casar-se para constituir uma família. A ação social é o matrimônio e a finalidade dessa ação é a constituição da família.
  2. Ação social racional com relação a valores: é um tipo de ação social pensada e calculada para atingir algum tipo de valor moral, ou visando como fundo a moralidade. Por exemplo, fazer o que a moral considera certo, como não roubar.
  3. Ação social tradicional: não é racional e nem calculada. Consiste numa forma de agir de acordo com a tradição, respeitando o que a sociedade considera como o que deve ser feito. Retomando o exemplo do matrimônio, seria casar-se porque a sociedade impõe o casamento como uma tradição que deve ser seguida.
  4. Ação social afetiva: não é racional. Ela segue os afetos e as paixões, os sentimentos e as afecções. É o tipo de ação motivada por sentimentos, como amor, paixão, medo.
No campo da teoria da sociologia política, Weber contribuiu com uma teoria da dominação, que fala dos modos de poder existentes. Para o pensador, existem três tipos de poder ou dominação exercidos que lhes conferem alguma legitimidade:
  1. A dominação legal: ocorre por meio das leis. É o poder exercido por aqueles que a lei permitiu exercê-lo, como os representantes dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, no caso de nossa República.
  2. A dominação tradicional: justifica-se pela tradição. Por exemplo, em uma sociedade patriarcal, o pai exerce o poder autoritário dentro da família e respalda-se na tradição para exercitá-lo.
  3. A dominação carismática: é exercida por lideranças carismáticas, que têm o dom de atrair o apoio das massas com seus discursos, como de maneira mágica. Temos vários exemplos desse tipo de liderança na história mundial, como Hitler, Mussolini, Getúlio Vargas e Fidel Castro.

Influências de Max Weber

Vários são os pensadores que influenciaram a sociologia de Max Weber. Por ser um grande estudioso, dedicado à leitura e à pesquisa, Weber pegou de empréstimo várias ideias para seus trabalhos. Podemos destacar como centrais para sua obra os seguintes pensadores:
  • Friedrich Nietzsche: Embora a relação e a leitura de Weber e do filósofo alemão Nietzsche sobre o Cristianismo e a religião sejam completamente opostas, o sociólogo adotou uma noção de ciência e de história muito próxima da filosofia nietzschiana, que não aceitava a história defendida pelos positivistas (baseada no fato histórico simples e cru), mas buscava compreender as interpretações de pessoas na história e levava em consideração a perspectiva sobre a verdade científica;
    • Immanuel Kant: O filósofo idealista alemão foi um dos principais influenciadores de Weber para a compreensão da existência de ideias que se situam em um campo imutável, que apresentam as formas sobre as coisas, os conceitos, os significados etc.
    • John Stuart Mill: O filósofo inglês criou a teoria da moral utilitarista, que é um tipo de ética baseada em ações úteis para as pessoas, causando maior benefício a um maior número dessas. Essa teoria fez Weber enxergar no capitalismo uma justificativa utilitária: promover o benefício por meio do trabalho e da multiplicação do dinheiro.
    • Alexis de Tocqueville: O filósofo francês foi um grande defensor do liberalismo, teoria econômica alinhada com o capitalismo que previa a liberdade econômica para empreender-se sem a interferência do Estado. Weber colheu noções do liberalismo clássico para compor a sua análise do capitalismo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

ACONTECEU EM 26 DE JANEIRO





1500 - Descoberta do Brasil pelo navegador e explorador espanhol Vicente Yáñez Pinzón.

1564 - Concílio de Trento estabelecia uma distinção oficial entre catolicismo romano e protestantismo.

1788 - Primeira frota britânica, liderada pelo almirante Arthur Phillip, navegava pela Baía de Sydney (Port Jackson) para fundar Sydney, o primeiro assentamento europeu permanente no continente. Comemorado como o Dia da Austrália.

1827 - Independência do Peru.

1858 -  O texto Simon Bolívar, escrito por Karl Marx inspirado numa carta que escreveu a Engels, era publicado no tomo III da The New American Cyclopedia, no qual Marx abordava a trajetória de Bolívar e sua luta pela libertação da América espanhola.

1887 -  Deodoro da Fonseca e Antônio de Sena Madureira eram recepcionados e ovacionados como heróis pelos cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

1905 — Encontrado o maior diamante do mundo, o Diamante Cullinan, de 3 106 quilates na mina Premier, África do Sul.

1917 - Nascia o jornalista e escritor Antonio Callado.

1925 -  A General Motors do Brasil, a primeira fábrica de veículos do Brasil, era inaugurada em São Paulo.

1930  Congresso Nacional Indiano declarava 26 de janeiro o Dia da Independência da Índia, que só seria alcançada 17 anos depois.

1931 - Morria o escritor Graça Aranha.

1950 - Entrava  em vigor a Constituição da Índia, formando uma república. Rajendra Prasad era empossado como o primeiro presidente da Índia. Observado como o Dia da República na Índia

1998 - Escândalo Lewinsky: na televisão americana, o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, negava ter tido "relações sexuais" com a ex-estagiária da Casa BrancaMonica Lewinsky.

2020 - Um Sikorsky S-76B voando do Aeroporto John Wayne para o Aeroporto de Camarillo caia em Calabasas, a 30 milhas a oeste de Los Angeles, matando todas as nove pessoas a bordo, incluindo o ex-pentacampeão da Associação Nacional de Basquetebol dos EUA Kobe Bryant e sua filha Gianna Bryant.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

ACONTECEU 16 DE NOVEMBRO

Dia internacional da tolerância

Dia  nacional de atenção a dislexia

Dia nacional do policial federal



 42 a.C. - Nascia o imperador romano Tibério.

1632 - O rei Gustavo Adolfo da Suécia era morto na Batalha de Lützen durante a Guerra dos Trinta Anos.

1793 - Revolução Francesa: noventa padres dissidentes da Igreja Católica eram executados por afogamento em Nantes.

1842 - No escritório da Gazeta Renana, em viagem à Inglaterra, Friedrich Engels encontrava Karl Marx pela primeira vez.

1849 - Um tribunal russo condenava o escritor Fiódor Dostoiévski à morte por atividades antigovernamentais ligadas a um grupo intelectual radical; sua sentença é posteriormente comutada para trabalhos forçados.

1852 — O astrônomo britânico John Russell Hind descobria o asteroide 22 Kalliope.

1887 - Nascia João Neves da Fontoura, político, diplomata e advogado brasileiro. 

1904 - O engenheiro britânico John Ambrose Fleming recebia uma patente da válvula termiônica (tubo de vácuo).

1904 - Chegava ao fim a Revolta da Vacina.

1918 — A Hungria tornava-se uma república.

1922 - Nascia o escritor português, Prêmio Nobel de Literatura: José Saramago.

1938 — O químico suíço Albert Hofmann sintetizava o LSD pela primeira vez na história.

1940 - Os nazistas fechavam acesso ao Gueto de Varsóvia, construindo um muro ao redor.

1945 — Fundação da UNESCO.

1965 - Programa Venera: a União Soviética lançava a sonda espacial Venera 3 em direção a Vênus, que seria a primeira espaçonave a atingir a superfície de outro planeta.

1973 Programa Skylab: a NASA lançava do Cabo Canaveral, Flórida a Skylab IV com uma tripulação de três astronautas para uma missão de 84 dias.

1978 - Morria o músico e compositor brasileiro Candeia.  

1983 - Morria a novelista brasileira Janete Clair.

1988 - Na primeira eleição aberta em mais de uma década, os eleitores do Paquistão elegiam a candidata populista Benazir Bhutto para ser primeira-ministra do Paquistão.

1990 - A Justiça do Rio de Janeiro absolvia os 11 réus acusados de responsabilidade pelo naufrágio do Bateau Mouche IV, na noite de 31 de dezembro de 1988, no qual morreram 55 pessoas.

2002 - Os primeiros casos do surto de SARS de 2002–2004 eram rastreados em Foshan, província de Cantão, China.

2009  Programa do ônibus espacial: O ônibus espacial Atlantis era lançado na missão STS-129 para a Estação Espacial Internacional.

2016 - O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho era preso pela primeira vez.

2022  Programa Artemis: a NASA lançava o Artemis 1 no primeiro voo e reniciava as missões do programa à Lua.

2022 - Morria a atleta olímpica de volei, Isabel Salgado.